Teresa Morais, vice-presidente do PSD, esteve na cerimónia de tomada de posse no núcleo, reativado após um hiato de vários anos
A reativação das Mulheres Sociais Democratas (MSD) de Portimão mereceu que a vice-presidente do Partido Social Democrata (PSD) Teresa Morais se deslocasse àquela cidade do Barlavento algarvio para mostrar apoio às novas dirigentes da estrutura.
A nova estrutura terá como coordenadora a militante Raquel Duarte, seguindo-se Raquel Boto e Maria Elisa Silvestre (segunda coordenadora), Madalena Piorro (tesoureira), Margarida Gamboa (secretária), Nádia Oliveira, Manuela da Silva, Maria Graciete Alvo e Maria Carolina Simões (vogais).
Aliás, antecedendo a tomada de posse da MSD, David Santos, líder do PSD Algarve, começou por comentar que «as mulheres são fundamentais para o partido, tal como na vida, até porque têm uma intuição especial, são iguais aos homens e desempenham qualquer função de igual forma».
O líder da distrital exemplificou que, hoje, a maioria das pessoas nas universidades, licenciadas ou doutoradas, são mulheres. Mostrando-se satisfeito com a reativação do núcleo portimonense da MSD, David Santos afirmou ainda que «todos trabalham para cumprir os objetivos – PSD, JSD e MSD», sublinhando que é uma mais-valia este núcleo, ainda mais «em Portimão, onde todos são necessários».
Já a vice-presidente do partido caracterizou a tomada de posse como «um renascimento», pois, «ao contrário do que tem acontecido um pouco por todo o país, houve um tempo em que as estruturas locais, concelhias e distritais do PSD deram origem a núcleos de MSD. No entanto, no caso de Portimão, ele existiu há uns anos, passou por um período de inatividade e está agora a renascer por força da energia e da vontade de um grupo de pessoas que o quis e que assim o está a fazer».
Sobre o tema da igualdade, pasta que no anterior governo estava nas mãos de Teresa Morais, a vice-presidente do partido traçou o percurso que fez, mas também opinou sobre o que considera ser mais importante. «Aquilo que se pretende é uma sociedade equilibrada. Ninguém quer substituir uma sociedade dominada pelos homens durante anos, em que as mulheres não tiveram participação relevante, apesar de sermos já há muito tempo a maioria da população portuguesa. Ninguém quer substituir o domínio de um sexo pelo outro, em que a lei das quotas venha salvar os homens», brincou.
A vice-presidente considera que não é disso que se trata, mas de promover uma sociedade equilibrada em termos de representação, que tem falhado durante todo o tempo de atividade política e também do domínio económico, da administração das empresas. Ainda que já estejam a ser dados alguns passos nesse sentido.
«O partido, embora não tenha internamente uma norma que obrigue a ter uma quota, tem, pela primeira vez, na sua direção nacional, entre os seis vice-presidentes quatro mulheres. Se considerarmos o presidente e o secretário-geral dá exatamente uma proporção de 50-50 por cento. Este é um modelo que eu gostava que o partido replicasse, quer na concelhia, quer nas distritais, porque isto é o que representa a sociedade», admitiu Teresa Morais.
Por fim, a responsável do PSD considerou que é «um sinal de grande vitalidade do partido o crescimento destas estruturas, que têm que ver com a energia empreendedora das mulheres». «O partido precisa de ter equipas renovadas, enérgicas, constituídas por gente experiente, mas também nova, equipas equilibradas, a nível de competências e de faixas etárias. Temos desafios pela frente, como é o caso das autárquicas», mas também das «legislativas, que não sabemos quando virão», e, na opinião de Teresa Morais, o PSD tem que estar «preparado».