Os golfinhos têm sido a principal atração do Zoomarine, na Guia, nos 25 anos de atividade. São estes mamíferos que fazem a alegria dos cerca de meio milhão de visitantes que o parque temático recebe, em média, por temporada. Mas há muito mais a descobrir nos 18 hectares de área total.
Este ano o parque abriu as portas ao público no dia 22 de março, com algumas novidades e eventos marcados para assinalar as bodas de prata.
A grande novidade é a ampliação do estádio dos golfinhos, que agora tem capacidade para 2000 pessoas e melhor visibilidade. «O espaço e a visão subaquática foram melhoradas. Ou seja, tem um maior caudal de água e as laterais têm uma zona de baixio que permite aos treinadores estarem mais próximos dos golfinhos. Sendo a atração que as pessoas mais gostam, o melhoramento impunha-se», contou ao «barlavento» Diogo Rojão, responsável de comunicação. Na zona exterior foi plantado um novo jardim vertical que promete ser um desafio para a equipa de manutenção durante os meses mais quentes. «É um arranjo que está na moda e penso que as pessoas vão gostar. Ficará mais ecológico, mais bonito e mais ao encontro dos nossos valores» ambientais.
Na área das focas, o cenário foi remodelado e conta agora com um avião Cessna,
adquirido a uma empresa local de trabalho aéreo. Pintado de amarelo brilhante, vai agora fazer voar a imaginação de miúdos e graúdos. «A nova apresentação só vai começar em maio. Para já, estamos ainda em afinações e ensaios». O novo espetáculo chama-se «wonderland e é a história de um milionário perdido. O advogado decide ir procurá-lo. No entanto, o seu avião despenha-se numa ilha paradisíaca, onde encontra o milionário desaparecido, que entretido com os animais, se recusa a voltar para casa. É um pouco a história da ilha misteriosa, da ilha perdida», adiantou Diogo Rojão.
«Na área das aves de rapina, melhorámos as zonas de sombra. Tentámos ter um estádio aberto para melhor se observar o voo, mas tivemos que encontrar um ponto intermédio», para proteger o público da exposição ao sol algarvio, «entre a visibilidade e o conforto». Houve melhorias nas bancadas e nas zonas de circulação de pessoas. No exterior, também «a zona de entrada foi bastante ampliada. Desviámos um pouco o trânsito para as pessoas não terem carros muito próximo enquanto esperam para entrar».
Ainda no âmbito do 25º aniversário, o Zoomarine está a organizar um seminário sobre «Segurança em destino turístico», em conjunto com os Bombeiros Voluntários de Albufeira. «É um tema que surge associado ao incêndio que tivemos aqui, no ano passado, no pavilhão dos dinossauros, e que nos põe ainda mais atentos. Além disso, é um tema atual, por toda a insegurança que temos assistido a nível de destinos turísticos pelo mundo. O Zoomarine não é apenas o local que acolhe o seminário. É parte interessada, porque também queremos aprender mais» com as apresentações das autoridades, explicou.
Haverá ainda emissões de rádio ao vivo, com a Rádio Comercial, a 23 de junho, e a M80, a Kiss FM no international kids day (1 de junho). Antes do encerramento da temporada (a 4 de novembro), está prevista outra novidade. A celebração do Halloween, com uma semana especial, no final de outubro, dedicada a esta festa de origem americana.
Neste ano especial, a equipa do Zoomarine garante que vai «trabalhar ainda com mais empenho e dedicação para que as pessoas que visitam [o parque] fiquem mais deslumbradas e sensíveis para os valores» que querem transmitir – a conservação, os cuidados a ter com natureza e o bem-estar animal, concluiu Diogo Rojão.
Evolução do Zoomarine
Diogo Rojão, responsável de comunicação do parque temático, na Guia, trabalha há 10 anos neste espaço. Quando chegou, o Zoomarine ocupava 10 hectares, mas com o investimento sucessivo do presidente e fundador Pedro Lavia, foi crescendo e hoje tem uma área total de 18 hectares. «Quando vim para cá, era apenas a área das apresentações, da piscina, do aquário e as diversões. A partir de 2008 começou a crescer com as novas atrações, o parque aquático e os piratas». Esse ano foi, aliás, o marco no início da crise, mas, curiosamente, «foi muito bom para o Zoomarine, a nível de visitantes. E, em outubro, aconteceu algo curioso. Durante todos os meses tivemos crescimento, e depois», em comparação com o mesmo mês de 2007, «tivemos uma quebra de 50 por cento», revelou. Os anos seguintes foram mais complicados e só a partir de 2012 é que o parque começou a recuperar, apontando caminho de novo ao crescimento. Em números gerais, o Zoomarine recebe meio milhão de visitantes por temporada, embora, durante os anos da crise, a média tenha sido muito inferior. «Nos últimos dois anos superamos esse valor, por um lado, pela dinâmica que o turismo está a ter e, por outro, pelo patamar que o Zoomarine já atingiu». Não é muito «se pensarmos que no pico de agosto o Algarve chega a ter até quatro milhões» de turistas na região, comentou. E para continuar a estar entre os escolhidos dos turistas tem que existir uma estratégia concertada. «Estamos sensíveis a todos os pontos de contacto. Desde o momento em que a pessoa ainda está a planear as suas férias no Algarve e vai ao nosso website procurar informação até aos acordos com operadores turísticos internacionais que incluem a visita nos seus pacotes». Em termos de comunicação, «este ano tentámos reforçar a nossa presença no Algarve, para ajudar também a transmitir a nossa imagem».
Parque hiberna, mas é só a brincar
O parque temático Zoomarine, situado na Guia, tem vindo a crescer em área, mas também em número de habitantes. Hoje há mais de cem espécies animais, a maioria de aquário. «Temos coleções zoológicas bastante interessantes. As pessoas que aqui trabalham têm uma dedicação muito grande ao mundo animal. Muitos, na sua vida particular, estão ligados a projetos de conservação animal e a associações de proteção animal», conta Diogo Rojão, responsável de comunicação do espaço. A título permanente, o parque emprega cerca de 200 pessoas. Em julho e agosto chegam aos 450 trabalhadores. «Fazemos aquela publicidade de inverno a informar que o parque está fechado, com a fotografia da foca a dormir. Na verdade, a foca está acordada e precisa de cuidados redobrados. Como têm menos contacto com o público, precisam de mais atenção dos treinadores», compara. No verão «contratamos mais pessoas para reforçar as áreas operacionais, para dar capacidade ao número de visitantes que temos».
Recuperação da zona dos dinossauros
O incêndio do ano passado no pavilhão do T-Rex, no Zoomarine, na Guia, não é agradável de relembrar e apanhou de surpresa os responsáveis pelo parque. «A nossa primeira preocupação foi com as pessoas. A zona estava fechada ao público, ainda não tinha sido feita a vistoria de segurança do dia», relembra Diogo Rojão, responsável de comunicação do Zoomarine. Em 2016, aquela zona do parque continua interdita e encerrada. Mas, no próximo ano, a intenção é voltar a abrir o pavilhão de exposição. «Este ano, o nosso objetivo a curto prazo era reabrir os dinossauros, mas houve outras prioridades e não foi possível. Em 2017, queremos reabrir com mais dinâmica. Estamos a estudar várias possibilidades», avançou. «Quando fazemos algo é porque acreditamos que será uma mais-valia para os visitantes, para o parque e para o Algarve. O crescimento do parque aquático vem dar resposta a isso mesmo, as pessoas queriam uma área onde se pudessem refrescar». «É um complemento e é uma aposta que temos feito nos últimos dois anos e continuará a ser desenvolvida nos próximos anos», promete.