Loulé acolhe a exposição fotográfica «A Chaminé Algarvia», de Filipe da Palma.
A exposição, que vai estar patente ao público no Palácio Gama Lobo, em Loulé, até dia 31 de março, integra ainda um conjunto de moldes e chaminés de barro em miniatura da autoria do famoso mestre barrista Eduardo Jacinto dos Santos (1915-1990), natural de Loulé, cujas peças fazem parte do espólio do Museu Municipal de Loulé e representam modelos reais existentes na cidade, muitos deles já desaparecidos.
A chaminé algarvia constitui um dos aspetos mais marcantes e identitários da arquitetura regional, apresentando-se como a imagem de marca do Algarve. Existem para todos os gostos, numa exuberância de formas e cores. A maioria assemelha-se a minaretes ou pequenos torreões e transporta a nossa imaginação para o passado longínquo da ocupação árabe.

Em tempos idos, o mestre pedreiro perguntava ao dono da casa: «Quantos dias quer de chaminé?». Quanto mais rendilhada e minuciosa a chaminé, mais tempo levaria a construir e maior seria o valor cobrado ao proprietário. As chaminés eram, assim, para além de sinónimo de individualidade e singularidade, um símbolo de riqueza e prestígio na comunidade.
Ainda é possível observar inúmeros exemplares de grande beleza espalhados um pouco por todo o Algarve. Contudo, atualmente, a chaminé personalizada de outros tempos deu lugar à padronização, com a introdução de modelos pré-fabricados produzidos em série. As chaminés algarvias tradicionais são, pois, um património arquitetónico regional que deve ser conhecido, preservado e divulgado.
Esta iniciativa pode ser visitada de segunda a sexta-feira entre as 9h00 e as 13h00, no período da manhã, e entre as 14h00 e as 18h00, no período da tarde. Aos sábados, a mostra está aberta das 9h00 às 13h00. A entrada é livre.