O GRATO – Grupo de Apoio a Toxicodependentes associa-se ao Dia Internacional pela Erradicação da Violência sobre a Mulher, em Portimão.
O GRATO – Grupo de Apoio a Toxicodependentes, com o apoio da Junta de Freguesia de Portimão, associou-se ao Dia Internacional pela Erradicação da Violência sobre a Mulher, que se assinala no sábado, dia 25 de novembro.
A ação de divulgação começou na sexta-feira e prolongar-se-á durante o fim de semana. Em números, a importância desta causa e desta ação de sensibilização revela-se assim, segundo os dados d de 2023: 12 mortes (menos cinco do que o ano passado no mesmo período) e 14.863 queixas (mais 490 do que em 2022). Das 12 mortes, 10 são mulheres, e lamenta-se ainda a perda de uma criança e de um homem.
À data da publicação desta nota de imprensa, já se verificaram 29 mortes, dos quais 25 são mulheres, três são homens, e uma criança. O ano passado na mesma altura já tinham ocorrido 21 mortes.
Um estudo nacional sobre violência no namoro em que participaram mais de 6.000 jovens do 7.º ao 12.º ano demonstra que 67,5 por cento da amostra não percepciona como violência no namoro pelo menos um dos seguintes comportamentos: controlo, violência psicológica, violência sexual, perseguição, violência através das redes sociais e violência física.
Em relação ao Algarve, os últimos dados são de 2021 revelando que do total nacional 20 por cento dos casos eram registados nesta região.
Para Antonieta Guerreiro, presidente do GRATO, «é muito importante e necessária a divulgação do número nacional de apoio às vítimas de violência doméstica, uma tarefa da qual ninguém se deve demitir e pela qual todos devem pugnar, pois o número é nacional, gratuito, confidencial e a ele todos podem recorrer: mulheres, jovens, crianças, idosos. Sabemos que há muitas formas de violência sobre as pessoas, mas é preocupante que os números de homicídios sempre em crescente seja o das mulheres».
Hoje, «num cenário de aumento de desemprego e de deterioração do tecido social os casos de violência doméstica aumentam, não só, sobre as mulheres, crianças, jovens, idosos, mas também, sobre homens, estes últimos menos falados e denunciados, mas não menos reais. Quando se tem a certeza de que se vai ser violentado(a), violado(a), batido(a), maltratado(a) seja a nível físico ou psicológico o vislumbre de liberdade que as ruas preconizam leva necessariamente a um aumento da situação de sem-abrigo, porquanto nestes cenários dantescos a vida nas ruas parece um mal menor», conclui.
A dirigente do GRATO coloca a tónica de que «a violência doméstica é um crime público, pelo que qualquer um pode fazer a denúncia, neste sentido a mensagem que o GRATO está a distribuir apresenta, de forma sucinta, os passos a serem dados para que a denúncia seja efetuada de forma adequada».
