Vilamoura recebe Europeus de Vela na classe 470 com duas tripulações portuguesas no top 10 mundial: Diogo Costa/Carolina João e Beatriz Gago/Rodolfo Pires.
Portugal apresenta duas tripulações no top 10 mundial na classe olímpica 470 nos Campeonatos da Europa de Vela, que começam na sexta-feira, 6 de março, em Vilamoura.
Os olímpicos Diogo Costa e Carolina João ocupam o quarto lugar do ranking mundial, enquanto Beatriz Gago e Rodolfo Pires seguem na nona posição.
Segundo o presidente da Federação Portuguesa de Vela, António José Barros, estes resultados indicam boas perspetivas para a participação portuguesa na competição.
«O 470 é uma classe bandeira nacional para a vela. As nossas duas tripulações estão no top 10 mundial, o que é ótimo. Mostra que temos duas excelentes equipas, que, ao nível a que estão, são sempre candidatos a vencer, ou ao pódio ou a um excelente resultado em qualquer europeu, mundial ou Jogos Olímpicos», afirmou hoje.
A prova decorre no campo de regatas de Vilamoura, um local bem conhecido das duplas portuguesas. Diogo Costa já foi vice-campeão do mundo no Algarve antes dos Jogos de Tóquio 2020, enquanto Beatriz Gago e Rodolfo Pires são naturais da região.
Apesar das expectativas, António José Barros rejeita qualquer favoritismo, sublinhando que as principais equipas internacionais conhecem bem os campos de regatas onde disputam regularmente as competições.
Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, cada país poderá apresentar apenas uma tripulação por classe, pelo que Portugal terá duas duplas na disputa por essa vaga.
Os objetivos específicos para os Europeus são definidos por cada equipa técnica, tendo em conta o ciclo de preparação para os Jogos, cuja primeira fase decisiva de qualificação começa em 2027.
O dirigente destacou ainda o desempenho de outros atletas portugueses em diferentes classes. Mafalda Pires de Lima ocupa o quinto lugar do ranking mundial de kitesurf e o seu irmão Tomás está em posição de qualificação olímpica.
Na classe ILCA, Eduardo Marques recuperou de um acidente e regressou à competição, enquanto Lourenço Mateus integrou o projeto olímpico.
António José Barros salientou também a importância de Portugal voltar a receber os Campeonatos da Europa, considerando que o evento demonstra a capacidade organizativa da federação e as condições naturais do país para a prática da vela.
Foto: Federação Portuguesa de Vela (arquivo).