A Unidade Local de Saúde (ULS) Algarve tornou hoje pública a informação provisória relativa à adesão às greves convocadas por vários sindicatos no dia 7 de agosto e o impacto nas principais linhas assistenciais.
De acordo com os números da entidades, «registou-se uma adesão de 24,01% no período da manhã e de 27,57% no período da tarde. Por isso, foram desmarcadas 193 consultas de 2160 previstas e canceladas 82 das 99 cirurgias marcadas».
Os dados ainda podem vir a ser alterados, «uma vez que os trabalhadores podem apresentar justificação para a ausência de serviço até cinco dias após a falta, o que pode reduzir a taxa de adesão».
Os serviços, em geral, nas cerca de 100 instalações onde se prestam cuidados de saúde públicos no Algarve «funcionaram genericamente bem, com destaque para um dia sereno nos serviços de urgência» em Vila Real de Santo António (VRSA), Faro, Loulé, Albufeira, Portimão e Lagos.
«Infelizmente, a paragem do bloco operatório veio agravar o tempo de espera dos doentes algarvios», sublinha hoje a ULS Algarve, em comunicado.
«Em todo o caso, as consultas e as cirurgias não realizadas serão reagendadas em breve».
Para a CGTP, o impacto da greve da saúde no Algarve veio demonstrar os problemas estruturais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), tal como o barlavento noticiou.