Nuno Guerreiro, Casa Portuguesa e Ornatos Violeta são destaques para novembro no Teatro das Figuras, em Faro.
Nuno Guerreiro regressa a solo com «Na hora certa», um disco que é um mergulho dentro de si mesmo, e que é apresentado ao vivo, hoje, sábado, dia 5 de novembro, às 21h30 no palco do Teatro das Figuras, em Faro.
Para fazer essa viagem, o cantor louletano convidou o compositor Pedro Jóia e o letrista Tiago Torres da Silva que escreveram todas as canções onde o cantor se desnuda, se expõe, se revela como nunca antes; canções que falam de amores luminosos e sombrios, que falam da alegria da paixão e do medo de dormir com o inimigo; canções que se passeiam pelo amor a dois e por encontros casuais; canções que não se envergonham dos erros e dos acertos.
João Frade, Norton Daiello e Vicky Marques juntaram-se ao grupo colorindo cada canção com matizes ora festivos, ora contidos criando com Pedro Jóia a base onde a voz de Nuno Guerreiro poderia revelar-se mais madura, mais corajosa, mais vibrante.

«Que Diabo vem a ser isto?» é a peça de teatro criada a partir do que José Saramago contou de si, nos livros que escreveu, nos discursos que articulou, nos gestos que desenhou, no caminho que palmilhou e que o Teatro das Figuras recebe a 10 de novembro, às 21h30.
O texto, encenação e interpretação é de Neusa Dias e a música e interpretação de Ricardo Coelho.
Neste trabalho visitam-se as casas do escritor: Azinhaga, Lisboa e, principalmente, a casa que é o seu pensamento, comprometido, e inconformado, com o mundo.
Sensível a grandes temas, valores e sentidos humanos, como ética, poder, religião, razão, cultura, educação, perguntava- se «Que diabo vem a ser isto?», pedindo um mundo que fosse um pouquinho mais humano.
O Teatro das Figuras associa-se ao também ao MOCHILA, Festival de Teatro para Crianças e Jovens organizado pelo LAMA Teatro.
Nos dias 9 e 10 apresenta «Puzzle», um espetáculo de cariz comunitário, resultado de uma encomenda que o Teatro das Figuras fez ao criador João de Brito.
É um conjunto de histórias reais, contadas na primeira pessoa, «roubadas» em cada beco, que se misturam ao sabor do vento e que ecoam pela cidade. A estreia acontece na Biblioteca Municipal de Faro às 19h30 e 21h00.
Ainda no dia 10 de novembro, o Teatro das Figuras recebe o projeto de Capicua, Mão Verde, que se tornou um quarteto.
Em palco, são agora quatro gomos da mesma laranja, com guitarra, baixo, bateria, teclados, percussão e vozes, num espetáculo que se quer ainda mais dançável e participado. Com um novo disco para apresentar, uma nova cenografia e um novo fôlego, a Mão Verde convida verdes e maduros a dançar como se ninguém estivesse a ver, enquanto aprendem mais sobre as ervas, as borboletas, a fruta da época e tudo o que tem a ver com a natureza.
A 12 de novembro, o humorista Guilherme Duarte traz-nos dúvidas, incertezas e inseguranças. A vida é um constante limbo e a descida ao inferno é certa para qualquer humorista que brinque com temas sérios. Neste espetáculo guia o público pelos vários níveis do inferno. Será que o humorista terá redenção?
«Casa Portuguesa», um espetáculo de Pedro Penim, uma produção do Teatro D. Maria II, estará em cena no no dia 19 de novembro. Este espetáculo insere-se na Rede Eunice Ageas, da qual o Teatro das Figuras é um dos parceiros.
Conta a história (ficcional) de um ex-soldado da Guerra Colonial que, dialogando com os seus fantasmas, se vê confrontado com a decadência e a transformação do ideal de casa, de família, de país e do cânone da figura paterna. Um retrato do que foi, do que é e do que poderá ser (ou não ser) a célula familiar patriarcal por excelência, a casa, tendo como pano de fundo os acontecimentos recentes da nossa democracia e revisitando a mais dolorosa das feridas abertas da nossa história.

A Dança marca também presença a 24 de novembro com «No, Woman, No Cry… but when they do?» com direção artística de Marion Sparber, é um convite para redefinir as mulheres no nosso mundo moderno e a resposta à peça dos homens «Big boys don’t cry… but when they do». A peça pretende apresentar uma profunda exploração do género através da dança.
Depois de algumas atuações pontuais em grandes festivais e salas, os Ornatos Violeta atuam em duas salas nacionais num espetáculo mais intimista, uma delas o Teatro das Figuras no dia 26 de novembro, num concerto concebido para estarem mais próximo do público, olhos nos olhos, sem filtros.
A fechar o mês, dois bailados: O Lago dos Cisnes e a Bela Adormecida, nos dias 29 e 30 de novembro, respetivamente.

O Lago dos Cisnes é considerado o bailado mais espetacular do repertório da dança clássica. A sua coreografia requer grande destreza e elevada competência técnica na interpretação das personagens por parte dos bailarinos. A duplicidade de carácter presente na pureza da figura do Cisne Branco e pela intriga do Cisne Negro, requerem um elevado grau de dramatismo e virtuosismo na interpretação.
A Bela Adormecida é uma narrativa que desperta a magia dos contos de fadas. Um mundo encantado de castelos e florestas, maldições e fadas; somente o beijo de um amor verdadeiro conseguirá desfazer o feitiço. Repleta de romantismo e marcada pelo lirismo é uma grande produção clássica.