Ainda que cada sessão de Reiki transmita diferentes sensações de pessoa para pessoa, relaxamento e positivismo são as mais comuns, explica Sara Sargaço.
Há mais de dez anos que o Reiki entrou na vida da Sara Sargaço de forma espontânea e transformou-se não só numa prática, mas no seu estilo de vida.
Nunca tinha tido contacto com esta «energia universal inteligente que organiza e restabelece o equilíbrio energético», porém o fascínio existia sempre.
Sem hesitar, realizou o Nível 1 em simultâneo com uma amiga, uma experiência que nunca esquecerá.
Quando fez a iniciação, Sara, que não tinha quaisquer expetativas nem intenção de se tornar mestre, sentiu «uma coluna de energia a entrar pelo topo da cabeça e a percorrer a coluna», uma sensação que para si foi «inesquecível», mas difere de pessoa para pessoa.
Nesse momento, percebeu que se justificava a atração que sempre teve e que sua intuição a estava a guiar para uma nova realidade.
«A experiência foi incrível, maravilhosa, e muito intensa,» recordou ao explicar que o Reiki «promove conexão espiritual, guia-nos para o nosso propósito de vida e leva-nos para frequências mais elevadas e emoções positivas».
Ao perceber que todos temos «capacidade inata de canalizar a energia da fonte, o que tem de ser despertado por um Mestre,» a sua curiosidade para aprofundar o que estava a descobrir foi crescendo.
Formada em Filosofia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com interesse nato por questões sobre conhecimento e mente, Sara, iniciada no sistema de cura Golden Tera Mai, contactou diretamente com a sua fundadora, a americana Kathleen Milner.
À distância, Kathleen transmitiu-lhe os conhecimentos necessários para realizar autocura. «Esta é uma ferramenta que se dá às pessoas e melhora o mundo em diversos sentidos.
O Reiki é um tratamento emocional e mental que ajuda no que atraímos e na forma como tratamos os outros,» salientou. «A iniciação é a abertura do canal, a entrada de energia da fonte.
Assim, nós passamos a canalizar energia através das mãos para nós próprios e para outros,» acrescentou. Mais tarde, a vontade de ajudar amigos e familiares e contribuir para o bem-estar de quem se cruzava na sua vida, levou-a a fazer o Nível 2 e 3.
Quanto mais conhecimento adquiriu, mais se foi identificando com o Reiki e, aos poucos, passou a fazer parte da sua forma de estar na vida e a promover o seu desenvolvimento pessoal.
«Esta prática também implica uma determinada conduta, uma certa postura, tanto perante nós próprios como para com os outros,» destacou.
«Sinto que o Reiki é a minha vocação e entrou na minha vida para sempre. Percebi que quero viver do Reiki e para o Reiki,» manifestou a mestre ao sublinhar que tem como objetivos o seu progresso pessoal e ajudar os outros na terapia.
Ainda que cada sessão provoque diferentes emoções e tenha resultados distintos em cada um, em comum todas as pessoas manifestam uma sensação de paz, tranquilidade, relaxamento, serenidade, positivismo e ânimo.
Quando se faz Reiki, a energia do universo é canalizada para uma cura holística que acarreta inúmeros benefícios, desde uma melhor circulação sanguínea, alívio de dores e sofrimento psicológico e físico, à limpeza de energia negativa e bloqueios, atuando como um desintoxicante para o corpo, órgãos e células.
«Para estar saudável, cada um dos nossos órgãos tem uma frequência e a entrada de energia no nosso corpo vai, pouco e pouco, equilibrar todas as vibrações e conduzi-las progressivamente para a frequência perfeita,» esclareceu.
Esta que é «uma cura natural, não intrusiva,» trabalha a harmonia e a sintonia entre corpo, mente, emoções e espírito.
«Muitas vezes problemas de saúde têm origem nas nossas emoções, obstáculos que não conseguimos ultrapassar, adversidades que não conseguimos lidar e isso causa bloqueios energéticos que podem ser desbloqueados,» comentou.
Doenças crónicas e graves como cancro, diabetes, problemas de tensão ou nos ossos podem ter origem em emoções reprimidas durante anos, traumas que não foram resolvidos e acabam por se refletir no corpo físico.
«Quando a energia fica estagnada e deixa de fluir interfere na frequência perfeita e o organismo não funciona como devia», nota Sara.
Seja qual for o motivo para fazer Reiki – dormir melhor, diminuir a ansiedade, deixar vícios ou simplesmente aliviar o stress do quotidiano, todos são válidos e esta é uma prática que qualquer pessoa pode fazer.
No entanto, quem toma medicação deve ter em atenção que poderá ter de reajustar com o médico. De referir também que o Reiki não se pode aplicar em ossos partidos porque acelera o processo de cura, apenas quando já estão no lugar.
Já no caso de feridas abertas, é ótimo para estagnar o sangue e cicatrizar. A duração de cada sessão varia consoante o que Sara sentir, mas será no mínimo uma hora.
São 12 posições e cada deve durar no mínimo três minutos, tempo que pode acrescer caso exista uma carga energética mais pesada ou uma dor acentuada que exija a canalização de uma maior energia.
«No início é feita uma ligação direta à fonte, uma técnica que é um tratamento emocional e mental especial, e no final, além da limpeza à pessoa, é lhe também suavizada a aura,» esclareceu a mestre.
Sara também pode medir a frequência energética da pessoa no princípio e fim da sessão, momento em que há também a possibilidade haver uma partilha de sensações e emoções.
O horário de atendimento é a partir das 17h00, com um serviço flexível e ajustável à disponibilidade de quem necessitar.
Embora Sara priorize trabalhar no local que designou para esta prática na sua casa, considera também deslocar-se quando a pessoa não tem possibilidade de o fazer.
Contactos Sara Therapy:
E-mail [email protected]
Fotos: Charlotte Cockayne

