Uma das obras de maior envergadura, apresentadas na sexta-feira, dia 16, no Museu de Portimão, durante a assinatura do protocolo para a gestão da náutica de recreio entre os ministros Adjunto e do Mar e a Comunidade Intermunicipal (AMAL), foi a melhoria das condições de acessibilidade e a capacidade de receção de navios de carga e de passageiros do porto de Portimão.
Apesar de ser uma intervenção já noticiada por diversas vezes, esta empreitada foi incluída no pacote de obras previstas para entre 2016 e 2020. Assim, segundo o documento disponibilizado pelo Ministério do Mar, a intervenção prevê que o rio fique com capacidade para receber navios de cruzeiros de 272 metros de comprimento máximo, que o canal de acesso seja alargado para entre os 230 e os 250 metros, que a bacia de rotação passe para entre os 485 e os 500 metros, com uma cota de menos dez metros.
Outra das intervenções será no cais da marinha para garantir as dragagens. Haverá assim duas frentes de cais, uma com 330 metros e outra com 180 metros. Segundo o mesmo documento, os estudos e projetos devem estar concluídos entre 2017 e 2018, começando a obra nesse ano. O final da empreitada deverá acontecer em 2020. No total, custará 17,5 milhões de euros, sendo 9,2 milhões suportados por investimento público e 8,3 por fundos comunitários do Compete 2020.
A previsão é ainda que esta melhoria de condições cause um impacte na economia local e regional de 17,1 por cento, com um VAL-E de 22,4 milhões de euros. Entre as previsões, o Ministério do Mar contabiliza ainda uma procura de 165 mil passageiros anuais, aumentando para 180 mil entre 2030 e 2035, face aos atuais 15 mil PAX, e um aumento das escalas para mais do triplo. Hoje são uma média de 50 escalas, que devem aumentar para 140 anuais, quando a obra estiver concluída. Numa meta a dez ou quinze anos, tendo como base 2030 e 2035, este valor deverá aumentar para as 190 escalas.