A alimentação artificial para mitigar a erosão das arribas e estabilizar a frente costeira entre Quarteira e o Garrão arranca na segunda-feira, 12 de janeiro.
A intervenção prevê a deposição de cerca de 1,4 milhões de metros cúbicos (m3) de sedimentos ao longo de um troço de 6,7 quilómetros de frente de mar, entre as praias de Quarteira e do Garrão. O objetivo passa por reduzir a erosão das arribas, estabilizar todo o troço costeiro e assegurar a ausência de efeitos negativos no sistema de ilhas-barreira da Ria Formosa, a sotamar.
No final da obra, está previsto um alargamento médio de cerca de 37,5 metros da parte emersa do areal das praias. A empreitada representa um investimento global de 14,9 milhões de euros e deverá ficar concluída antes do início da época balnear.
A intervenção encontra-se prevista no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Vilamoura–Vila Real de Santo António e abrange um dos maiores troços contínuos de frente de mar no concelho de Loulé.
Antes do início dos trabalhos no terreno, o projeto foi sujeito a Estudo de Impacte Ambiental, aprovado com a emissão da respetiva Declaração de Impacte Ambiental. O concurso público internacional para a execução da empreitada foi lançado a 3 de setembro de 2025 e adjudicado à empresa Dravosa SA., com a assinatura do contrato marcada para 10 de janeiro, em Loulé.
Para a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, esta é «uma das muitas intervenções que estão já em execução no litoral do Algarve», apontando como exemplos a Praia do Vau, em Portimão, a renaturalização da Península do Ancão, a alimentação artificial da Praia da Fuzeta e da Ilha da Armona, bem como a intervenção em estudo para a reestruturação dos molhes de Quarteira. Segundo a governante, trata-se de obras fundamentais para «garantir a segurança das populações e a proteção da orla costeira do país».
Foto: Bruno Filipe Pires