O líder do PSD de Olhão, Daniel Santana, diz que «se impõe esclarecer os olhanenses e repor a verdade sobre a polémica torre mirante, uma ideia antiga do Partido Socialista apresentada em 2012 na Proposta Preliminar do Plano Pormenor da Zona Histórica de Olhão (PPZH). Tal implicaria a demolição de uma habitação particular para aí implantar uma torre de 31 metros». Na mais recente versão do plano, cujo período de discussão pública terminou a 28 de novembro, «o executivo PS insistiu em fazer passar a torre, diminuindo a altura para os 21 metros e mudando a sua localização para um edifício público». Em nota de imprensa, Daniel Santana sublinha que «desde 18 de setembro de 2014 que todos os partidos da oposição se manifestaram contra a construção de tal mamarracho no Centro Histórico de Olhão, pois iria descaraterizar toda a área envolvente em vez de a valorizar». No debate público de dia 22 de novembro, proposto pelo vereador da CDU, «o PSD decidiu não questionar os arquitetos da Baixa Atelier (autores do plano) por considerar que se tratava de uma opção política do PS e não de uma questão técnica. O PSD já tinha então informado a Assembleia Municipal que iria votar contra, caso se mantivesse a torre no referido plano, bem como, a retirada da calçada portuguesa». O plano tem sido bastante contestado com a Associação de Valorização do Património de Olhão (APOS) e a população a discordarem. Daniel Santana diz que «não restava outra opção ao presidente da Câmara e ao executivo PS senão recuar. A vitória foi das pessoas que, no momento certo, souberam manifestar-se contra. O PSD de Olhão não alimenta esta forma vergonhosa de fazer política, que o partido há muito estabelecido no poder camarário de Olhão, pratica. Consideramos que o senhor presidente da Câmara deve assumir os erros e não andar a enviar recados pelo seu partido, com o intuito de enganar a população», conclui a nota.