Foi hoje, dia 2 de dezembro, tornado público o resultado da avaliação da candidatura apresentada no início deste ano, pela Direção Regional de Cultura do Algarve, a Marca do Património Europeu (MPE).
Trata-se de uma nova medida da União Europeia (UE) que tem por base uma iniciativa intergovernamental lançada em 2006. Foi estabelecida pelo Parlamento e pelo Conselho da Europa.
Nos termos do regulamento, segundo informa a Direção Regional de Cultura do Algarve, «os objetivos gerais da Marca do Património Europeu (MPE) consistem em reforçar o sentimento de pertença à União Europeia por parte dos cidadãos europeus, em especial dos jovens, com base nos valores e elementos comuns da história e do património cultural europeus, valorizar a diversidade nacional e regional e incrementar o diálogo intercultural. Para isso, esta designação procura realçar o valor simbólico e melhorar a visibilidade de sítios que tenham desempenhado um papel significativo na história e na cultura da Europa e/ou na construção da União Europeia».
Os procedimentos de seleção e de controlo da MPE são rigorosos e estabelecem várias fases de apreciação. Após uma pré-seleção dos Estados Membros que remeteu para o painel de peritos 18 candidatos, o Promontório de Sagres foi hoje incluído oficialmente na lista em conjunto com outros 8 sítios históricos da Europa. A Comissão Europeia designará formalmente os sítios em fevereiro e em abril de 2016, realizar-se-á em Bruxelas uma cerimónia de entrega dos prémios.
No excerto a ser divulgado pela União Europeia refere-se que «a Ponta de Sagres apresenta uma paisagem rica do ponto de vista histórico e cultural situada no canto sudoeste da Península Ibérica. Nela se encontram vestígios arqueológicos significativos, estruturas urbanas e monumentos que atestam a sua localização estratégica e a sua importância ao longo dos séculos».
«A Ponta de Sagres tornou-se o quartel-general do Infante Dom Henrique para o seu projeto de expansão marítima durante o séc. XV, um local da maior importância para o Período das Descobertas, período que marcou a expansão da cultura, das ciências, da exploração e do comércio europeus tanto para o Atlântico como para o Mediterrâneo, abrindo o caminho para a afirmação e projeção da civilização europeia, que veio a modular o mundo moderno».
Este reconhecimento Europeu é um passo importante para o processo de candidatura em curso a Património da Humanidade junto da UNESCO em desenvolvimento pelo Algarve, sob a designação de «Lugares da Primeira Globalização», que também inclui Sagres.
A Direção Regional de Cultura do Algarve agradece a toda a equipa o seu empenho na candidatura e o apoio prestado pelo GEPAC neste processo.
No sítio da Europa Criativa poderá ter acesso a esta informação e ao texto da decisão.
O que diz a Europa
A Comissão Europeia anunciou hoje, no dia 2 de Dezembro, os nove sítios propostos para receber a Marca do Património Europeu, onde se inclui a Ponta de Sagres. O prémio reconhece locais pelo seu valor cultural e histórico para a União Europeia (UE), bem como a capacidade dos seus programas educativos de aproximar a Europa dos seus cidadãos.
Para além do Promontório de Sagres (Portugal), a lista inclui: o sítio pré-histórico Neanderthal e o Museu Krapina (Croácia), o Castelo Premyslid e o Museu Arquidiocesano de Olomouc (República Checa), o Palácio Imperial (Áustria), o Conjunto Histórico da Universidade de Tartu (Estónia), a Academia de Música Franz Liszt (Hungria), o Mundaneum (Bélgica), o Cemitério n.º 123 da Frente Oriental da II Guerra Mundial (Polónia) e o Bairro Europeu de Estrasburgo (França).
Estes vão juntar-se aos vinte sítios que receberam a Marca do Património Europeu nos últimos dois anos onde figuram outros locais portugueses: a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e a Carta de Lei de Abolição da Pena de Morte que é conservada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Lisboa.
Este ano, foram pré-selecionadas dezoito candidaturas pelos Estados-Membros participantes, tendo um painel independente criado pela Comissão Europeia selecionado os nove sítios que foram esta semana propostos. A Comissão designará formalmente os sítios em fevereiro de 2016 e uma cerimónia de entrega dos prémios realizar-se-á em Bruxelas, em abril de 2016.
Este importante reconhecimento da Ponta de Sagres é justificado pela sua paisagem rica do ponto de vista histórico e cultural situada no canto sudoeste da Península Ibérica.
Nela encontram-se vestígios arqueológicos significativos, estruturas urbanas e monumentos que atestam a sua localização estratégica e a sua importância ao longo dos séculos.
A Ponta de Sagres tornou-se o quartel-general do Infante Dom Henrique para o seu projeto de expansão marítima durante o séc. XV, um local da maior importância para o Período das Descobertas, período que marcou a expansão da cultura, das ciências, da exploração e do comércio europeus tanto para o Atlântico como para o Mediterrâneo, abrindo o caminho para a afirmação e projeção da civilização europeia, que veio a modular o mundo moderno.
O texto integral do relatório do painel de seleção independente encarregado de avaliar as candidaturas com base nos critérios estabelecidos está disponível aqui.
Mais informação sobre como se candidatar aqui.