EMARP garante que a greve convocada pelo STAL não afetou os serviços de recolha e limpeza urbana de Portimão.
A greve de 24 horas dos trabalhadores da recolha de resíduos e higiene urbana da Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP) registou uma adesão de 19% no turno da manhã de ontem, entre as 06h00 e as 13h00, segundo fonte da empresa.
A paralisação foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL), abrangendo os trabalhadores da recolha de lixo e limpeza urbana.
De acordo com a EMARP, a greve «não teve impacto no normal funcionamento dos serviços de recolha de resíduos sólidos e de limpeza».
Em comunicado, a empresa manifestou-se «surpreendida» com a marcação da greve, por «se encontrar em curso um processo negocial aberto e ativo, iniciado em 2024».
No âmbito desse processo, estava previsto que em 2025 se iniciasse uma nova ronda negocial para «melhorar as carreiras dos colaboradores, permitindo uma progressão mais rápida, tornando-as mais justas e atrativas».
Segundo a EMARP, o sindicato apresentou uma reivindicação de valorização remuneratória «baseada unicamente na antiguidade», propondo que os trabalhadores fossem beneficiados «pela mera passagem do tempo».
A administração afirma ter respondido com uma contraproposta «equilibrada», considerando «não só o tempo de serviço, mas também o mérito, apurado com base nas avaliações de desempenho realizadas ao longo dos anos».
A empresa sublinha que mantém o compromisso com o diálogo social e com a melhoria das condições dos trabalhadores, mas defende que as negociações «devem assentar em princípios de justiça e equilíbrio, assegurando a sustentabilidade financeira da organização».
A Lusa tentou obter reação do STAL à posição manifestada pela empresa, mas sem sucesso até ao momento.