É o mais recente projeto daquele que é um dos maiores grupos hoteleiros já teve vários nomes e tem pretensões de vir a ser um pequeno oásis junto ao mar. No local, onde antes existia uma construção há muito abandonada, surge um edifício mais baixo, com muita luz e uma traça contemporânea, moderna, que abrirá portas já na primeira quinzena de agosto de 2015.
No terreno, junto ao hotel D. João II, ultimam-se os últimos pormenores para dar vida à unidade que trará para Alvor as caraterísticas de Miami, capital da Flórida. «Tem um conceito diferente. Vai chamar-se Pestana Alvor South Beach. Oficialmente, era Pestana Mar e depois foi sugerido este nome, porque nós temos um hotel em Miami, em South Beach, na Ocean Road, com um estilo e decoração muito semelhantes», avançou Pedro Lopes, membro do Conselho de Administração do grupo Pestana e seu administrador executivo para o Algarve.
A decoração, a forte utilização do vidro, o estilo tropical, a forte presença da luz natural, a traça moderna, a contemporaneidade são, sem dúvida, os pontos fortes enumerados pelo administrador, que admite ser necessária «muita criatividade para continuar a ser competitivo».
A ideia é abrir em regime de soft openning, nos primeiros quinze dias de agosto, vendendo através do site do grupo, pois ainda não há operadores turísticos para aquele hotel. Contudo, mais tarde, será realizada a promoção como é habitual nesta cadeia. «Não vamos a correr enchê-lo, portanto será para afinar a operação. Abrir calmamente», acrescentou.
A nível de números, este investimento representa a criação de cerca de 50 postos de trabalho, distribuídos pela receção, menutenção, alimentação e bebidas, num espaço com 79 unidades de alojamento, dos quais 57 são suites. «Será um quatro estrelas, mas na prática é quase um cinco, direcionado para famílias ou para casais que queiram ter uma suite, com um pouco mais de espaço, em cima do mar», explicou Pedro Lopes ao «barlavento».
Será um hotel com os serviços normais, mas terá como atrativos «um bar muito agradável e um restaurante em cima da praia, sendo para passar férias e não para grandes confusões e barulhos», descreveu. As outras mais valias serão também o spa, bem como a permissão da utilização da piscina coberta e do ginásio do hotel Pestana D. João II, a escassos metros. Ambos são independentes, mas os utilizadores do novo hotel vão poder utilizar estes serviços no outro empreendimento.
Foi um investimento «pesado» para o grupo, que quase atingiu a fasquia dos oito milhões de euros, com recurso a financiamento do Turismo de Portugal e do programa Jessica, dedicado à reabilitação urbana do território. «Não é a fundo perdido, mas tem uma taxa de juro mais baixa e é a longo prazo», sublinhou.
Esta aposta não saiu barata aos bolsos do grupo, o que é assinalável nos tempos que correm, pois a construção teve que contemplar também uma demolição, representando custos acrescidos. «Demorou um ano a construir. Julgo que a estrutura que aqui estava era anterior ao 25 de Abril e era horrível, com uns ferros, que seriam as zonas públicas de um futuro hotel apartamento, associado a duas torres», uma construção dos tempos da empresa que geria o antigo complexo da Torralta. Já lá vão quatro décadas…
O novo hotel complementará a oferta que o grupo já tem nesta zona do concelho de Portimão e que não se resume a mais um novo hotel. «Temos o cinco estrelas Alvor Praia, e os quatro estrelas Delfim, D. João II, Alvor Park e Alvor Atlantic, portanto temos cinco unidades aqui perto», enumerou.
Esta é uma localização com tradição turística, pois foi um dos locais onde começou o turismo no Algarve, no princípio dos anos 70 do século passado.
«Antes só o Penina, o Alvor Praia, o Hotel Balaia e pouco mais», evidenciou. A verdade é que o grupo Pestana considera, muito embora continue a apostar noutros destinos, como Nova Iorque, Amesterdão, Madrid e Lisboa (agora abriu uma pousada), Portimão como um local bom para continuar a investir.
No passado, a insígnia Pestana começou por ficar com o Alvor Praia, que era do grupo CUF (Mello), seguindo-se o Delfim, o D. João II, e o Alvor Atlantic, que era uma das torres do complexo Torralta, assim como as suas vilas.
Pestana Race Resort será a novidade no Autódromo
«A zona de Portimão está a bombar», disse Pedro Lopes, administrador executivo para o Algarve do grupo Pestana, usando a gíria, em tom de brincadeira, para descrever a aposta do grupo no concelho de Portimão.
É que a cadeia hoteleira, além da nova construção em Alvor, vai também explorar um novo conceito numa unidade implementada no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), na freguesia da Mexilhoeira Grande.
«De repente vão abrir dois hotéis novos. O hotel de praia e um outro que se vai chamar Pestana Race Resort», que terá, numa primeira fase, 75 apartamentos turísticos e suites, uma sala de conferências, spa, piscina interior, abrindo, «com certeza, entre setembro e dezembro», afiançou Pedro Lopes. A obra está «em velocidade de cruzeiro, a correr bem», argumentou.
Neste caso, o projeto resulta de uma parceria entre o grupo hoteleiro e a Parkalgar, empresa que gere o AIA. Ou seja, naquele empreendimento, a insígnia Pestana terá à sua responsabilidade a «gestão de um edifício que pertence à Parkalgar e tem o apoio do BCP» para a construção, esclareceu. O mercado alvo resume-se «às equipas e às marcas que utilizam o AIA», ainda que a nova unidade esteja aberta também para as «famílias e o público» que assista aos eventos desportivos, pois «podem utilizar o karting, fazer passeios», sendo este um espaço para quem «não quer estar em cima do mar», argumentou Pedro Lopes.