O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, considerou «absurda e sem sentido» a ideia de haver uma aliança entre PS e Chega defendida pelo presidente do PSD, Luís Montenegro.
«A conversa sobre a aliança entre o PS e o Chega é absurda, não tem sentido», afirmou o socialista à margem do cumprimento entre os presidentes das câmaras do Porto e de Vila Nova de Gaia na ponte Luiz I, que une as duas cidades, para assinalar o São João, no domingo, dia 23 de junho.
Pedro Nuno Santos, que esta noite passa o São João em Vila Nova de Gaia, a convite do presidente da câmara, o socialista Eduardo Vítor Rodrigues, referiu que o Chega é mesmo o partido do qual o PS está mais distante.
«O mesmo não posso dizer do PSD que ainda, recentemente, aprovou propostas com eles», vincou.
O secretário-geral do PS reagia, assim, às declarações do presidente do PSD, Luís Montenegro, que hoje apelou ao PS e ao Chega para se «preocuparem menos em juntar-se um com o outro», mas antes para se juntarem ao governo para «decidir bem» sobre as necessidades dos portugueses, tal como o barlavento noticiou.
«Só com graça é que ouvimos as declarações do primeiro-ministro. Aliás, dá para nos questionarmos como é que se chama a aliança PSD, AD e Chega», atirou.
Pedro Nuno Santos recordou que, na sexta-feira, a proposta do fim da contribuição extraordinária para alojamentos locais foi aprovada com os votos do Chega.
Além disso, o socialista referiu que, ainda recentemente, o Chega elogiou as propostas do governo PSD para a justiça e para as migrações.
Portanto, repetiu que «perante aquilo a que temos oportunidade de assistir é um absurdo o que ouvimos do PSD sobre alianças».
O secretário-geral do PS sublinhou ainda que conseguiu aprovar no parlamento medidas importantes para o povo português, como o fim das portagens nas ex-SCUT do interior ou o aumento das deduções das rendas.
«Quando o governo aprova propostas que são suas, que já agora são negativas para o país, com os votos do Chega não podem fazer de conta», ressalvou.
Na opinião do socialista, o PS e o parlamento têm sido ignorados naquela que é a intervenção do governo.
Foto: Bruno Filipe Pires