A gota de água que fez transbordar o copo foi a decisão de equiparar o interior ao litoral para efeitos de acesso aos fundos comunitários sem ter em conta a desertificação da serra.
A única voz, que se levantou a falar claro, foi a líder do PSD Luís Gomes e imediatamente o PS/Algarve veio fingir que não era nada com a AMAL porque a decisão tinha sido tomada pela Associação Nacional de Municípios Portugueses.
As Câmaras do PSD não se estão a rever no poder bicéfalo Eusébio / Botelho e começam a desenhar o quadro de saída da AMAL. Uma das hipóteses para segurar a estrutura parte de uma proposta em que surge José Amarelinho para presidente da AMAL, por ser um autarca do interior.
Auditoria
O Partido Socialista de Quarteira começou a atirar fogo de artifício antes dos Santos Populares.
O presidente da Junta de Freguesia Telmo Pinto (PS), um promissor candidato a candidato a vereador na Câmara de Loulé, brincou às auditorias e pôs cá fora uma série de insinuações sobre o anterior autarca do PSD.
Os social democratas meteram o acelerador a fundo e já estão no contra-ataque. Querem que haja uma auditoria já, imediata, àquilo a que chamam a governança das festas e romarias.
Carlos Costa, presidente da Concelhia do PS/Loulé, prepara uma reunião de urgência para colocar cada macaco no seu galho e dizer que o concelho é Loulé e Quarteira não é independente.
Pela certa
Paulo Neves joga pela certa – ou o PS o apoia na recandidatura a presidente da Região de Turismo ou à Câmara de Faro.
A Concelhia de Faro está a cem por cento com a estratégia de Paulo Neves, baseada na filosofia que Jorge Sampaio seguiu na Câmara de Lisboa quando se aliou aos comunistas.
Aliás, o ex-candidato socialista à Câmara de Faro aproveitou a contestação às demolições na Ria Formosa para fazer uma aliança estratégica com o PCP, passando a votar lado a lado no executivo camarário.
O vereador comunista António Mendonça (CDU) viajou com Paulo Neves até à Assembleia da República para pôr a presidente da Assembleia da República à beira de um ataque de nervos.
Surpresa
A surpresa da lista de deputados do Partido Socialista vai ser a entrada de Jorge Botelho em lugar elegível. As Concelhias de Faro e Tavira já estão a trabalhar neste cenário para atirar para segundo plano Miguel Freitas.
Luís Graça, presidente da Concelhia de Faro, é um dos homens fortes de António Costa no Algarve, que assumiu o compromisso com José Apolinário de isolar os atuais deputados do PS em nome da renovação.
Tavira está de alma e graça com esta estratégia, mas em Faro as movimentações dos anti-Graça começam a ganhar peso.
Disponível
Nuno Marques, presidente da Concelhia de Faro do CDS-PP, já fez saber que está disponível (com muito sacrifício) para entrar na lista de deputados PSD / CDS-PP em lugar elegível.
O atual deputado Artur Rêgo caiu em desgraça-política no seio do partido, mas no Algarve ainda dá cartas. O deputado, numa recente deslocação que fez às ilhas barreira da Ria Formosa, descobriu as capacidades políticas de Nuno Marques e a partir daí começou a fazer campanha, não para ele, mas contra os outros.
E quem são os outros!?
São José Pedro Caçorino e Francisco Paulino que representam o poder «portista» que domina o aparelho do partido.
Chave do poder (fot um)
O presidente da Câmara de São Brás de Alportel Vítor Guerreiro chamou o comandante dos bombeiros para testemunhar a passagem da chave do poder.
António Eusébio deixou de ser presidente da Câmara, mas há fogo que arde sem se ver e nada melhor do que um bombeiro para deitar água na fervura.
Bigode (foto dois)
Com um bigode desta dimensão e tão aparado, João Guerreiro só pode vir a ser ministro da Educação.
A gravata às riscas a condizer com as meias do filósofo António Pinto Ribeiro só traduz aquela frase bem conhecida – «to be ou not to be, that is the question!», ser ou não ser, eis a questão!