As pessoas ou as «massas», conforme, politicamente, se achar mais correto, antes de serem, ideologicamente, de esquerda, de direita ou de outra coisa qualquer, serão pelo pão na mesa. E se esse pão faltar e não conseguirem perceber o que à sua falta levou, atrás de quem lho prometer, seja de uma coisa qualquer, de direita ou de esquerda, irão.
Ora, à incompreensão da razão ou razões da falta do pão, não será alheia a falta de instrumentos que a compreensão lhes permita, antes substituídos por instrumentos de alienação, abundantemente, fornecidos pelo sistema dominante, para dominante continuar a ser. E, assim sendo, quando as tidas como «elites» do sistema se mostram «surpreendidas/preocupadas» com o caminho que as «massas», por vezes, possam seguir, como no caso «Trump», o menos que delas se poderá dizer é que são cínicas! E o cinismo será tanto maior quando sabem que, no caso, as «massas» seguem alguém que, enquanto «filho» do sistema, um filho «pródigo» será!
O pão e Trump