Na audição da Ministra da Saúde Marta Temido, que teve hoje lugar, quarta-feira, 11 de março, na Assembleia da República, em Lisboa, o deputado social democrata Cristóvão Norte tomou a palavra para assinalar que «depois de ter ficado de fora, os hospitais do Algarve fazem agora parte do plano de combate ao Coronavírus. É importante, por isso, que se garantam as condições de atendimento na urgência, o isolamento adequado, pois sabe-se que esses hospitais são focos de infeções e que na urgência a abarrotar convivem doentes com patologias altamente infeciosas e esse perigo não devemos correr».
Cristóvão Norte assinalou que «o Serviço Nacional de Saúde de no algarve sofre uma hemorragia, a qual se agrava de dia para dia e que é marcada por listas de espera intoleráveis para consultas e cirurgias, perante a inação do governo que nada faz, quando quem tem meios vai para o privado e quem não tem, desesperado e indefeso, tem que ficar à espera sem alternativa. Saúde adiada é saúde negada», rematou, criticando o facto do governo anunciar um investimento de 2,8 milhões de euros quando se tinha comprometido em realizar 19 milhões em 3 anos- entre 2016 e 2019 – e apenas realizou 5,8 milhões.
O deputado do PSD considerou que as sondagens realizadas e que avaliam a saúde no Algarve, do ponto de vista da qualidade e do atendimento, bem como da oferta assistencial, 40 por cento abaixo da média nacional «é um retrato de desespero dos utentes e que para que o problema crónico e estrutural tenha solução. O Algarve tem que ser prioridade a nível nacional».
Hoje foi também conhecido que o Algarve tem mais um caso confirmado de Covid-19, segundo anunciou esta manhã a Direção-Geral de Saúde no seu boletim diário.
No total foram revelados mais 18 casos de pessoas infetadas com o Coronavírus.
Em todo o país há 471 suspeitos, 83 pessoas que esperam pelos resultados do teste de despistagem e 3066 contactos em vigilância.