O primeiro-ministro Luís Montenegro votou em Espinho e apelou a uma forte participação dos eleitores nas Presidenciais, dado o contexto desafiante.
Montenegro apelou hoje a uma grande participação nas eleições presidenciais, defendendo que os portugueses não devem delegar «a possibilidade de escolherem o mais alto magistrado da nação» num contexto em que os próximos cinco anos serão «muito desafiantes».
«Esta é uma decisão soberana dos portugueses que não devem delegar a possibilidade de escolherem o mais alto magistrado da nação, aquele que é, no nosso sistema político, um elemento-chave do equilíbrio de poderes e da coesão social e nacional para enfrentar, neste caso, cinco anos que serão seguramente muito desafiantes», afirmou Luís Montenegro.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas depois de exercer o direito de voto, cerca das 10:40, na Escola Primária n.º 2, em Espinho, no distrito de Aveiro.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, impedido de se recandidatar por ter atingido o limite de mandatos. A eleição conta com 11 candidatos aceites, um número recorde.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Caso um dos concorrentes obtenha mais de metade dos votos validamente expressos, será eleito já hoje chefe de Estado. Se tal não acontecer, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro, entre os dois candidatos mais votados.
Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Deste total, 218.481 eleitores recenseados no território nacional, incluindo o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que decorreu no passado domingo.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.