O candidato a Presidente da República Luís Marques Mendes apelou hoje a uma «grande participação» dos eleitores nas eleições presidenciais, manifestando-se «muito confiante» quanto ao resultado e à mobilização eleitoral.
«Aquilo que eu desejo e o apelo que eu faria era para uma grande participação nesta eleição, fazendo com que as pessoas vão votar e que a abstenção possa baixar», afirmou o candidato, apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP.
Luís Marques Mendes exerceu o direito de voto no agrupamento de escolas de São Bruno, em Caxias, no concelho de Oeiras, pelas 11h10. Em declarações aos jornalistas após depositar o boletim de voto, disse estar «muito confiante» e «muito bem-disposto».
O candidato afirmou acreditar numa boa participação eleitoral e numa redução da abstenção, apontando a situação internacional como um fator adicional de mobilização. «A situação internacional é muito difícil, talvez nunca tenha sido tão delicada como hoje, e isso é mais um bom motivo para levar as pessoas a votar em defesa do seu país», sustentou.
Luís Marques Mendes sublinhou ainda o respeito pela decisão dos eleitores, frisando um «grande sentimento de humildade democrática» e de «respeito absoluto pelo voto dos portugueses», a quem reconheceu «bom senso e equilíbrio».
O candidato considerou também que a campanha foi esclarecedora «dentro do possível», apesar das dificuldades, e adiantou que irá passar grande parte do dia em casa, com a família, a descansar, regressando à atividade política ao final da tarde para acompanhar os resultados eleitorais num hotel em Lisboa.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, impedido de se recandidatar por ter atingido o limite de mandatos. A eleição conta com 11 candidatos aceites, um número recorde.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Caso um dos concorrentes obtenha mais de metade dos votos validamente expressos, será eleito já hoje chefe de Estado. Se tal não acontecer, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro, entre os dois candidatos mais votados.
Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Deste total, 218.481 eleitores recenseados no território nacional, incluindo o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que decorreu no passado domingo.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.