Luís Montenegro alertou hoje que o próximo quadro financeiro europeu exigirá projetos mais competitivos e inovadores.
O primeiro-ministro defendeu hoje que Portugal deve reduzir a dependência dos fundos europeus e preparar-se para um novo modelo de financiamento da União Europeia, mais competitivo e orientado para projetos de excelência.
Na cerimónia que assinalou a passagem do Instituto Politécnico do Porto a Universidade Técnica do Porto, Luís Montenegro afirmou que o país tem «cada vez mais a obrigação» de se colocar «acima da necessidade de estarmos permanentemente à espera de fundos» para financiar o desenvolvimento e o investimento.
O chefe do Governo alertou que as negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia, para o período 2028-2032, já estão em curso.
«Estamos a meio do ano de 2026. O ano de 2028, onde este quadro financeiro vai começar, é já ali, é já ali», afirmou.
Segundo Luís Montenegro, o futuro modelo europeu de financiamento estará mais direcionado para a economia, a competitividade e o apoio a projetos inovadores e diferenciadores.
«Não há nenhum país que tenha alguma garantia à partida de nesse plano poder ser, mais ou menos, bafejado com capacidade financeira», disse.
O primeiro-ministro sustentou que Portugal terá de apresentar projetos credíveis, inovadores e com impacto à escala europeia para conseguir captar financiamento.
«Nós temos de preparar os projetos já, para podermos estar habilitados, no primeiro dia, a ombrear com outros países europeus», defendeu.
Nesse esforço, atribuiu um papel central às instituições de ensino superior e às empresas, considerando que a cooperação entre ambas será determinante para desenvolver projetos competitivos.
Luís Montenegro destacou ainda a criação da Universidade Técnica do Porto, lembrando que Portugal não criava uma nova universidade desde 1986, ano em que foi fundada a Universidade da Madeira.
«Esta é a altura de nós darmos ao Ensino Superior em Portugal uma nova lufada de criação de valor, de criação de escala, de criação de capacidade», afirmou.
A criação da Universidade Técnica do Porto e da Universidade de Leiria e do Oeste foi aprovada em Conselho de Ministros a 21 de maio, na sequência da transformação dos respetivos institutos politécnicos em universidades.