Segundo as denúncias chegadas ao SPZS/FENPROF, os atrasos continuam a verificar-se nas transferências para instituições, que dependem destes apoios. Na área de abrangência do SPZS há relatos de dificuldades de funcionamento de: Escolas Profissionais; Conservatórios de Música; e muitas instituições que realizam trabalho na área da educação especial.
Estas respostas educativas deveriam ser dadas pelo Estado Português, muitas delas através da Escola Pública. Contudo, a falta de respostas dos vários governos levou a que outras entidades o assegurassem. Estas vêem-se agora perante a “falta de respostas” por parte de quem não cumpre o que protocolou, isto porque o MEC entre Setembro e Dezembro de 2014 não efectuou as respectivas transferências financeiras (de forma regular), levando a que essas entidades e os profissionais que lá exercem, vivam na incerteza e com as inerentes dificuldades.
O não cumprimento dos compromissos financeiros estabelecidos pelo MEC com as instituições neste domínio, é bem revelador da instabilidade que o sistema educativo vive, fruto das opções economicistas e da insensibilidade deste Governo e da equipa do MEC.
O SPZS denuncia as dificuldades e as contrariedades que as instituições, escolas, profissionais e alunos estão a viver, exigindo uma Escola Pública inclusiva, democrática, de qualidades e para todos. O que só será possível com a alteração das políticas em curso.