MAI lamenta morte do cabo Pedro Nuno, da GNR, que morreu no Guadiana durante uma operação de fiscalização contra o tráfico de droga em Alcoutim.
O Ministério da Administração Interna (MAI) lamentou esta manhã a morte do cabo Pedro Nuno Marques Manata e Silva, de 50 anos, da Guarda Nacional Republicana (GNR), que perdeu a vida na noite de segunda-feira, 27 de outubro, durante uma operação de fiscalização no rio Guadiana, junto a Alcoutim.
Em comunicado, a ministra Maria Lúcia Amaral e os secretários de Estado Paulo Simões Ribeiro, Telmo Correia e Rui Rocha expressaram «profundo pesar e consternação» pelo falecimento do militar, pertencente ao Destacamento de Controlo Costeiro de Olhão, da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras da GNR.
O MAI transmitiu ainda «solidariedade e sentidas condolências à família, aos amigos, à Guarda Nacional Republicana e, em particular, aos militares da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras», deixando votos de «rápida e plena recuperação aos três militares que ficaram feridos neste trágico acidente».
De acordo com a GNR, a embarcação em que seguia o cabo Pedro Nuno foi abalroada por uma lancha rápida presumivelmente ligada ao tráfico de droga.
A lancha foi detetada no Guadiana e, durante a tentativa de abordagem por uma patrulha do Controlo Costeiro de Olhão, abalroou a embarcação da GNR.
Após o embate, a lancha foi encontrada a arder a cerca de duas milhas (quase quatro quilómetros) do local do acidente, ao largo de Alcoutim, tendo os ocupantes fugido.
O acidente, cujo alerta foi dado às 23h15, provocou ferimentos ligeiros em três militares — um com fratura num braço e dois com escoriações.
No local estiveram 35 operacionais e 14 veículos, segundo o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve.
A investigação está a cargo da Polícia Judiciária.
Estão ainda em curso, no rio Guadiana e nas suas margens, diligências para apurar as circunstâncias em que ocorreu o incêndio e a fim de recolher prova material e localizar os suspeitos.
Estas diligências decorrem com o apoio da Polícia Marítima, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e da Guardia Civil, de Espanha.
A GNR acionou o apoio psicológico da Guarda para acompanhamento dos militares envolvidos e respetivas famílias.