A presidente da Nova Direita, Ossanda Líber, apelou hoje ao «voto útil para as famílias», referindo que um bom resultado é eleger no domingo e considerou que maiorias absolutas do PS e PSD são de «estagnação».
Hoje, em Lisboa, Ossanda Líber assegurou que o Nova Direita (ND) é «um partido de direita a sério», que apresenta «propostas sérias».
«Nós só queremos saber do quotidiano das pessoas e do presente. Não queremos saber do futuro neste momento», referiu, indicando que quer resolver os problemas das crianças e das famílias e defendendo que um voto no ND «é o mais útil para as famílias».
Questionada pelos jornalistas sobre se superar a fasquia dos 16 mil votos alcançada nas eleições legislativas de 2024 seria um bom resultado, a presidente da ND e cabeça de lista do partido pela capital foi taxativa: «Não, um bom resultado seria eleger», precisou, no último dia de campanha eleitoral.
Reconheceu, contudo, que será «difícil» ser eleita pelo círculo de Lisboa, pelo o qual concorre, dado que a capital «tendencialmente vota à esquerda».
Ossanda Líber disse ainda acreditar que, das eleições de domingo, «não vai sair nenhuma maioria absoluta» e considerou que é até desejável que «não saia», considerando que «as maiorias absolutas hoje concentradas no PS e no PSD são a maioria da estagnação».
A presidente da ND fez eco das palavras do Presidente da República, que tem alertado para a necessidade de se conseguir uma solução governativa de estabilidade, dado que «mais ninguém mais aguenta com eleições», nomeadamente os «pequenos partidos».
«Não é viável estarmos sistematicamente [em eleições]. Não temos tempo para fazer o trabalho de campo, para estar com as pessoas… Isto não é razoável. É esquizofrénico (..) Acho que é preciso estabilidade», frisou.
Ossanda Líber referiu, por isso, que a missão para estas eleições é garantir «que há votos concentrados à direita suficientes, ainda que dispersos pelos vários partidos», por forma a «assegurar essa estabilidade». E disse esperar que a abstenção mantenha os níveis registados em 2024, quando tocou mínimos de 1995.
A Nova Direita vai concorrer a 13 dos 22 círculos eleitorais nas eleições de 18 de maio, sendo que nas eleições legislativas de 2024, as primeiras às quais o partido concorreu, obteve 0,25%, com 16.442 votos.