IPMA reuniu empresas do setor para discutir futuro da aquacultura nacional, com foco em cooperação, inovação e investimento em infraestruturas e investigação.
O IPMA promoveu ontem uma reunião de reflexão e prospetiva dedicada ao seu papel no apoio à indústria da aquacultura nacional, que reuniu diversos representantes do setor nas suas instalações de Algés. O evento procurou fomentar o diálogo aberto e auscultar as necessidades do setor, nomeadamente no que diz respeito ao apoio técnico-científico e de infraestruturas de ensaio, críticas para o seu desenvolvimento e crescimento, bem como de prioridades de investimento em Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (I&DT) neste domínio.
A sessão de abertura foi conduzida pelo presidente do IPMA, José Guerreiro, que sublinhou a importância de ser criado um espaço de escuta ativa, que permita a recolha de contributos diretos dos empresários e identificação das principais necessidades para o desenvolvimento sustentável e competitivo da aquacultura em Portugal.
O evento centrou-se na análise e possível redefinição do modelo de relacionamento entre o IPMA e as empresas, explorando formas de cooperação mais eficazes e estruturadas.
Entre as propostas em discussão, destacou-se a criação de um conselho consultivo ou estratégico, capaz de promover uma articulação contínua, apoiar a implementação de planos de ação e aproximar a capacidade científica do instituto das exigências concretas da indústria.
A reunião procurou igualmente identificar áreas prioritárias de intervenção, bem como mecanismos de colaboração no que diz respeito a consultadoria, investigação aplicada e inovação, promovendo uma abordagem integrada e orientada para soluções.
Neste âmbito, foram também apresentadas as principais linhas de orientação do IPMA para a próxima década, incluindo investimentos em infraestruturas, equipamentos e modelos de financiamento, com vista a reforçar o apoio ao setor.
Os participantes reconheceram, de forma transversal, a relevância desta iniciativa, salientando a importância de um maior envolvimento do IPMA enquanto parceiro estratégico da aquacultura nacional. Foi valorizado o esforço de aproximação ao setor e a criação de um fórum de partilha que permita alinhar prioridades, fomentar sinergias e construir respostas conjuntas para os desafios futuros.
A sessão incluiu ainda a apresentação das capacidades técnicas e científicas do IPMA, como os Laboratórios de Algés, a Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) e a Estação Experimental de Moluscicultura de Tavira (EEMT), elencando os recursos disponíveis e o seu potencial para o reforço da cooperação com a indústria.