De acordo com os últimos dados do INE, a taxa de desemprego em Portugal manteve-se nos 6,1 por cento no terceiro trimestre de 2024, um valor igual ao trimestre anterior e ao período homólogo de 2023.
A taxa de desemprego fixou-se em 6,1 por cento no terceiro trimestre deste ano, mantendo-se face ao trimestre anterior e ao trimestre homólogo de 2023, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o INE, entre julho e setembro, a população desempregada, estimada em 334,7 mil pessoas, aumentou 0,8 por cento (2,7 mil) em relação ao trimestre anterior e 1,3 por cento (4,2 mil) relativamente ao homólogo.
Já a taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 10,4 por cento, o que representa uma diminuição de 0,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e um recuo de 0,9 pontos percentuais face ao mesmo trimestre do ano passado.
Para o aumento homólogo da população desempregada contribuíram, sobretudo, os acréscimos nos grupos populacionais dos homens (7,6 mil; cinco por cento); pessoas dos 45 aos 54 anos (10,6 mil; 19,2 por cento); com ensino superior (11,2 mil; 15,2 por cento); à procura de novo emprego (6,2 mil; 2,2 por cento); e desempregados há 12 e mais meses (4,4 mil; 3,6 por cento).
No terceiro trimestre, 38,0 por cento da população desempregada encontrava-se nesta condição há 12 ou mais meses (desemprego de longa duração), um valor inferior em 1,2 pontos percentuais ao do trimestre anterior e superior em 0,9 pontos ao do trimestre homólogo.
«Esta condição teve maior prevalência entre aqueles dos 45 aos 54 anos (48,2 por cento) e dos 55 aos 74 anos (60,6 por cento), assim como junto dos que completaram, no máximo, o 3.º ciclo do ensino básico (49,6 por cento)», detalha o INE.
O peso do desemprego de muito longa duração (24 e mais meses) no desemprego de longa duração (59,9 por cento) diminuiu um ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 2,9 pontos percentuais relativamente ao mesmo trimestre de 2023.
No terceiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego foi superior à média nacional (6,1 por cento) em três regiões NUTS II do país (Península de Setúbal: 8,2 por cento; Oeste e Vale do Tejo: 7,5 por cento; Norte: 6,2 por cento) e inferior nas restantes seis regiões (Alentejo: 5,9 por cento; Centro e Região Autónoma da Madeira: 5,7 por cento; Grande Lisboa: 5,6 por cento; Região Autónoma dos Açores: 4,9 por cento; Algarve: 4,5 por cento).
Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego aumentou em cinco regiões, destacando o INE o acréscimo de 1,6 pontos percentuais na região Oeste e Vale do Tejo, e diminuiu nas restantes quatro NUTS II, realçando-se a redução de 0,8 pontos percentuais na Grande Lisboa.
Já na comparação homóloga, o padrão foi semelhante, observando-se acréscimos em cinco regiões, o maior dos quais na região Oeste e Vale do Tejo (2,0 pontos percentuais), e decréscimos em quatro NUTS II, com destaque para o da Região Autónoma dos Açores (1,1 pontos percentuais).
Quanto à população inativa com 16 e mais anos, foi estimada em 3.743,1 mil pessoas e representou 71,9 por cento da população inativa total, tendo diminuído em relação ao trimestre anterior (12,5 mil; 0,3 por cento) e aumentado relativamente ao período homólogo (41,9 mil; 1,1 por cento).
No terceiro trimestre, estavam empregadas 5.140,9 mil pessoas, o valor mais elevado da série iniciada em 2011, aumentando 0,8 por cento (41,0 mil) em relação ao trimestre anterior e 1,2 por cento (59,1 mil) relativamente ao trimestre homólogo.
A taxa de emprego situou-se em 56,6 por cento, aumentando 0,3 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2024 e igualando o valor do terceiro trimestre de 2023.
A evolução homóloga da população empregada resultou, essencialmente, dos acréscimos entre as mulheres (30,5 mil; 1,2 por cento); pessoas dos 55 aos 64 anos (27,9 mil; 2,8 por cento); com ensino superior (114,7 mil; sete por cento); empregados no setor dos serviços (56,6 mil; 1,5 por cento) – nomeadamente no conjunto das secções «Administração pública e defesa; Segurança Social obrigatória» e «Educação», cujo aumento (42,3 mil; 5,9 por cento) representou 74,7 por cento da variação do sector – trabalhadores por conta própria (45,7 mil; 6,4 por cento); e trabalhadores a tempo completo (59,3 mil; 1,3 por cento).
Segundo o INE, a proporção da população empregada em teletrabalho foi de 19,2 por cento (984,5 mil pessoas), menos um ponto percentual do que no segundo trimestre de 2024.
Foto: Bruno Filipe Pires.