De acordo com o INE, o valor da avaliação bancária das casas registou um aumento em 2024 face a 2023, tendo o Algarve apresentado um dos valores mais elevados.
O valor mediano de avaliação bancária nas casas aumentou 9,3 por cento em 2024 face a 2023, fixando-se em 1.662 euros por metro quadrado (m2), com todas as regiões a registarem subidas, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com os dados do INE, a Região Autónoma da Madeira apresentou a subida mais intensa (14,8 por cento) e o Alentejo o menor aumento (5,5 cento).
Por tipo de alojamento, no ano passado, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, aumentou 9,3 por cento nos apartamentos e 8,6 cento nas moradias, para, respetivamente, 1.851 euros/m2 e 1.287 euros/m2 (1.693 euros/m2 e 1.185 euros/m2 em 2023).
Considerando apenas o mês de dezembro de 2024, o valor mediano de avaliação bancária nas casas aumentou sete euros (0,4 por cento) face ao mês anterior, para 1.747 euros por metro quadrado, ficando 13,7 por cento acima de dezembro de 2023 (tal como verificado em novembro).
O número de avaliações consideradas para apuramento do valor mediano de dezembro foi de 37.171 (23.808 apartamentos e 13.363 moradias), uma variação nula face a novembro e 26,1 por cento superior em termos homólogos.
A região do Oeste e Vale do Tejo apresentou o aumento mais expressivo do valor mediano de avaliação bancária face ao mês anterior (1,2 por cento), tendo-se verificado a maior descida na Região Autónoma da Madeira (-2,0 por cento).
Já em comparação com dezembro de 2023, o valor mediano das avaliações cresceu 13,7 por cento, observando-se a variação mais intensa na Região Autónoma da Madeira (16,4 por cento) e não tendo ocorrido qualquer descida.
No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1.962 euros por m2, um aumento de 15,2por cento face a dezembro de 2023.
Os valores mais elevados registaram-se na Grande Lisboa (2.596 euros/m2) e no Algarve (2.275 euros/m2), tendo o Alentejo registado o valor mais baixo (1.240 euros/m2).
Por sua vez, a região dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (24,6 por cento) e o Alentejo a única descida face ao mesmo período do ano anterior (-1,7 por cento).
Comparativamente com o mês de novembro de 2024, o valor de avaliação dos apartamentos subiu 0,9 por cento, registando o Oeste e Vale do Tejo a maior subida (1,7 por cento) e a Madeira a maior descida (-3,8 por cento).
O valor mediano da avaliação para apartamentos de tipologia T1 (um quarto) desceu cinco euros para 2.495 euros/m2, tendo os T2 subido 20 euros para 2.006 euros/m2 e os T3 aumentado 19 euro para 1.742 euros/m2.
No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,2 por cento das avaliações de apartamentos realizadas em dezembro.
Quanto ao valor mediano da avaliação bancária das moradias, foi de 1.322 euros/m2 no último mês de 2024, o que representa um acréscimo homólogo de 9,3 por cento.
Os valores mais elevados observaram-se no Algarve (2.450 euros/m2) e na Grande Lisboa (2.445 euros/m2), tendo o Centro e o Alentejo registado os valores mais baixos (1.019 euros/m2 e 1.029 euros/m2, respetivamente).
Já o Algarve apresentou o maior crescimento homólogo (17,3 por cento), não tendo ocorrido qualquer descida.
Comparativamente com o mês anterior, em dezembro o valor de avaliação das moradias subiu 0,2 por cento, com o Algarve a apresentar o crescimento mais elevado (1,1 por cento), enquanto a Grande Lisboa registou a maior descida (-0,9 por cento).
O valor mediano das moradias T2 desceu 10 euros para 1.307 euros/m2, tendo as tipologias T3 subido seis euros para 1.322 euros/m2 e as T4 aumentado sete euros para 1.333 euros/m2.
No seu conjunto, estas tipologias representaram 89,2 por cento das avaliações de moradias realizadas no período em análise.
Em dezembro de 2024, a Grande Lisboa, o Algarve, a Região Autónoma da Madeira, a Península de Setúbal e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação superiores à mediana do país em 48,0 por cento, 31,3 por cento, 14,5 por cento, 13,3 por cento e 2,1 por cento, respetivamente.
Pelo contrário, as Beiras e Serra da Estrela, Alto Alentejo e Beira Baixa foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-50,3 por cento, -49,1 por cento e -48,8 por cento, respetivamente).
Foto: Bruno Filipe Pires.