O grupo Hospital Particular do Algarve (HPA) Saúde expande-se, em 2017, para a Madeira, com a inauguração de um hospital semelhante ao que já existe em Gambelas (Faro), num investimento entre 20 a 30 milhões de euros. João Bacalhau, presidente do Conselho de Administração do Grupo HPA, à margem do I Congresso HPA Saúde «A Visão Holística do Doente», que se realizou no Hotel Penina & Golf Resort, a 9 e 10 de outubro, confirmou esta aposta.
Questionado pelo «barlavento», Bacalhau revelou que «será um hospital moderno, que vai oferecer inovação e qualidade», e cujo projeto tem tido uma «boa recetividade das entidades regionais da Madeira». Isto porque, dotará aquela região «com um segundo hospital, para que a população tenha verdadeiro acesso, quando precisar de cuidados médicos» suplementares aos que estão hoje disponíveis na ilha. Está previsto que o Hospital Particular da Madeira, como adiantou o presidente do grupo HPA, tenha algumas especialidades que não existem na região.
«Neste momento, a população da Madeira, por vezes, tem que se deslocar para fora do arquipélago», sendo confrontada com «diversas condicionantes» como «problemas de transporte, de mau tempo, de custos», enumerou.
Na opinião do executivo, a Madeira, de onde é natural ,é, à semelhança do Algarve, uma região «onde a exigência na saúde é importante, porque não só há uma população portuguesa residente», mas também muitos turistas estrangeiros. O mercado externo compõe, de facto, 40 por cento do total de utentes do HPA.
O grupo levará consigo a experiência obtida no Algarve. Aliás, a formação e a troca de experiências foram mote para o I Congresso do Grupo HPA, que debateu 21 especialidades clínicas, numa abordagem holística do doente. Nos últimos três anos, o HPA tem investido na formação, sendo um dos grupos nacionais que mais horas regista na consolidação do seu know-how.
O evento reuniu 150 profissionais de saúde. «O Grupo tem oito unidades e está em vias de se expandir. Precisa de consolidar o conhecimento e promover a troca» entre os seus colaboradores, que rondam o milhar, dos quais 440 são médicos. Por trabalharem em unidades diferentes, este evento serviu para fazer uma análise, promovendo a comunicação entre pares. O Congresso será bianual, sendo que a próxima edição deverá estender-se também à enfermagem.
Numa altura, em que os «hospitais públicos diminuem a formação, em que os laboratórios e instituições reduzem as verbas para a formação, quer para novos medicamentos, quer sobre novas técnicas», é uma prioridade para o grupo HPA «fazer investimentos, acompanhando o que de melhor se faz lá fora», resumiu.
A título de exemplo, o presidente do grupo destaca os dois workshops integrados no Congresso. «Um sobre ventilação mecânica não invasiva, e outro sobre prótese para o joelho, feita à medida de cada pessoa, numa estreita colaboração com a única empresa do mundo que faz isto, que é americana», sublinhou.
A sessão solene do Congresso contou com João Bacalhau, Rui Tomé, presidente da comissão organizadora do evento e diretor clínico do Hospital Particular do Algarve – Alvor, e a presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes.