Os Hospitais de Alvor e Gambelas poderão contar dentro de pouco tempo com a tecnologia mais diferenciadora ao nível da cirurgia laparoscópica. Com efeito, para o Hospital de Alvor está reservado um equipamento com sistema de imagem Full HD e visualização 2D, enquanto o Hospital de Gambelas passará a disponibilizar o sistema Einstein Vision 3D.
As vantagens destas inovações tecnológicas observam-se sobretudo na melhoria ao nível da precisão visual, da orientação espacial do gesto cirúrgico e na facilidade no manuseamento dos equipamentos.
A laparoscopia ou cirurgia vídeo assistida surge no final do séc. XX como técnica para visualizar o interior das cavidades corporais. No entanto, rapidamente evoluiu e se enraizou como técnica cirúrgica de eleição para o diagnóstico, a avaliação e o tratamento de um número extenso de condições.
Em Portugal, a laparoscopia deu os primeiros passos no início dos anos 1990, com vários hospitais a iniciarem os procedimentos mais comuns: colecistectomia, laparoscopia diagnóstica, apendicectomia, cirurgia ginecológica, entre outros. O HPA foi das primeiras instituições no Algarve a implementar de forma sistemática a cirurgia laparoscópica, contando com uma importante casuística e experiência diferenciadora, no âmbito das diferentes especialidades médicas.
Com efeito, várias têm sido as cirurgias de elevada diferenciação com recurso a esta técnica, que se têm realizado no HPA: cirurgia esofágica, cirurgia colorectal e hepática, cirurgia cardíaca, valvular e pericardíaca.
Esta modalidade cirúrgica possui numerosas vantagens para o doente. É habitualmente menos dolorosa, com menos riscos peri e pós-operatórios, nomeadamente perdas hemorrágicas, permitindo consequentemente um regresso mais rápido às atividades diárias, laborais e sociais. Os resultados estéticos são também muito melhores, pois as cicatrizes devido ao seu reduzido tamanho e número, ao fim de algum tempo tornam-se praticamente impercetíveis.
No caso concreto do sistema Einstein Vision 3D, ele começou o seu desenvolvimento em 2012 no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Centro Médico da Universidade de Mannheim, na Alemanha, tendo sido já testado em centenas de cirurgias complexas do foro ginecológico, nomeadamente histerectomias, linfadenectomias pélvicas ou sacropexias, cujos resultados se têm manifestado muito positivos, quer para os doentes, quer para os cirurgiões.
Este investimento superior a 200 mil euros representa mais uma aposta na diferenciação tecnológica do Grupo HPA, mas sobretudo uma aposta na qualidade e segurança cirúrgica, que se refletirão numa maior satisfação para todos os utentes.
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