O grupo Libertas, com forte presença no sector imobiliário, vai manter estratégia e investimentos de 80 milhões de euros anuais, à semelhança do que já fez no passado aquando da crise do subprime.
É a melhor resposta face à crise do COVID-19. Um dos maiores promotores nacionais vai manter não só todos os postos de trabalho, como também o nível de investimento nos projetos imobiliários, no turismo e na agricultura biológica.
Pascal Gonçalves, Board Member do Grupo Libertas, garante que existe plena consciência das responsabilidades que a atividade acarreta junto de funcionários, técnicos e projetistas, sub-empreiteiros de construção civil, bancos e autarquias. Tal como nos tempos difíceis da crise de 2008, o grupo não vai agora baixar os braços. «As nossas obras continuarão enquanto o governo entender que assim deve ser, pois temos como missão produzir riqueza para a economia nesta altura tão crítica», salienta.
O administrador da empresa responsável por projetos como o Unique Belém, Tagus Bay, Lux Prime at Benfica Stadium, Lux Garden em Faro, Albufeira Prime ou River Terraces Pombal, entre muitos outros, é perentório ao garantir a estabilidade a vários níveis, junto de clientes, fornecedores e colaboradores.
«Aos nossos clientes, queremos afirmar que dotámos os nossos projetos da estrutura financeira adequada através de financiamentos, vendas e capitais próprios para garantir a sua conclusão. Os nossos fornecedores receberão pontualmente os pagamentos acordados, como sempre aconteceu, tanto em período de crise como de bonança. Aos nossos funcionários, queremos expressar o nosso agradecimento pela sua capacidade de adaptação nestes dias difíceis, manifestando o nosso empenho, tal como na última crise, em preservar os postos de trabalho sem proceder a despedimentos mesmo que a magnitude da crise que se seguirá seja forte».
A Libertas, responsável diretamente por 160 colaboradores – a que se somam muitos outros indiretos – coloca assim a tónica na responsabilidade social e económica, sem abdicar da linha de sustentabilidade ambiental que é transversal aos vários projetos do grupo.
O objetivo é «dar a volta por cima numa perspetiva de médio/longo prazo», diz Pascal, garantindo que os planos são para manter, admitindo porém que face à crise «poderá resvalar em alguns meses um ou outro projeto ainda não iniciado».

Atualmente, o grupo tem 20 projetos imobiliários em curso em Portugal: quatro em Lisboa, dois em Alcochete, três no Seixal, três em Albufeira, três em Faro, dois em Lagoa, dois em Pombal e um na Figueira da Foz.
E se é um facto que há sempre algo a aprender com as crises, a administração adianta que os projetos imobiliários futuros estarão ainda melhor adaptados a novas realidades, como por exemplo o teletrabalho.
«Estamos cientes de que o lar é um porto de abrigo não só da vida familiar, mas também da vida do trabalho. Isto sempre foi e continuará a ser umas das nossas grandes prioridades na construção. Mas o momento que todos vivemos também nos orienta para os projetos futuros. Neste contexto, o Conselho de Administração, os arquitetos, engenheiros, comerciais e de uma forma mais alargada, cada pessoa envolvida na génese de um projeto da Libertas, já estão a pensar nesta realidade para que as casas se tornem mais funcionais e ajustadas às mudanças sociais».

A Libertas tem também alinhado investimento de 10 milhões de euros para este ano na área do turismo, lembrando que já colocou várias unidades hoteleiras e de alojamento local à disposição dos poderes públicos, para albergar o corpo médico deslocado envolvido na luta contra a pandemia.
«Contribuiremos, em conjunto com todos os cidadãos portugueses, para a ultrapassagem da crise, por forma a permitir que Portugal regresse aos caminhos do progresso e do desenvolvimento, permitindo atingir novos limiares de bem-estar coletivo», conclui o administrador do Grupo Libertas.