A APA inicia uma nova intervenção nas praias do Forte Novo e do Trafal, em Loulé, com a reposição de mais 600 mil metros cúbicos (m³) de areia.
As praias de Forte Novo e Trafal, no concelho de Loulé, vão ser alvo de uma empreitada de reposição de areias, que começará na segunda-feira, dia 13 de julho, e será concluída «num curto espaço de tempo», disse hoje o presidente da Câmara.
A empreitada será realizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e segue-se à «intervenção estratégica de enchimento artificial de areia nas praias do concelho de Loulé», já realizada antes do início da época balnear, no troço entre Quarteira e Garrão, enquadrou a Câmara de Loulé num comunicado.
«Com esta segunda fase da alimentação artificial das praias, a APA pretende colmatar o longo período (mais dos 10 anos expectáveis) em que não foi realizada qualquer intervenção no litoral do concelho», justificou a autarquia, esclarecendo que, entre a fase de projeto e a execução da obra antes do início da época balnear, «o mar levou muito mais areia do que se estava à espera».
«Isto é uma forma de compensar essa areia e deixar-nos muito mais tranquilos durante muito mais tempo», afirmou o presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto, citado no comunicado.
A obra que se inicia na segunda-feira vai fazer um «reforço de mais 600 mil metros cúbicos no Forte Novo e no Trafal, correspondendo a um incremento de 50% do que já tinha sido reposto» na intervenção executada antes do arranque da época alta turística no Algarve, precisou o município.
Citado no comunicado, Telmo Pinto disse que, apesar de a intervenção estar a ser realizada «no pico do verão», a empreitada será «rápida e estará concluída num curto espaço de tempo».
O autarca explicou que a opção de realizar a empreitada a meio de julho deve-se à necessidade de aproveitar «uma oportunidade única» proporcionada por a empresa responsável pelos trabalhos já se «encontrar a laborar em Espanha» e haver a possibilidade de aproveitar a proximidade com o Algarve para se deslocar à região e executar os trabalhos.
A Câmara de Loulé informou que a «obra implicará condicionamento temporário e faseado de pequenos troços de praia, devidamente sinalizados, para garantir a segurança de todos e o máximo usufruto das zonas balneares».
O município salientou que os trabalhos «irão incidir na área junto às arribas e mais perto do mar» e apelou à compreensão de residentes, visitantes e concessionários para os constrangimentos causados durante a obra.
A Câmara de Loulé recordou que o «investimento é financiado na totalidade por fundos europeus, não tendo mais nenhum encargo além daquele que já estava contratualizado na primeira fase».
Em abril, quando lançou a empreitada de reposição de areia entre Quarteira e Garrão, a APA orçou os trabalhos em 14,8 milhões de euros, verba financiada com apoios dos programas Sustentável 2030, Portugal2030 e União Europeia.
Os trabalhos de alimentação artificial das praias entre Quarteira e Garrão foram realizados antes de começar a época balnear e foram classificados pela APA como uma «das mais relevantes intervenções no litoral algarvio», destinadas a «travar o recuo da linha de costa e assegurar a sustentabilidade deste território».
Com essa intervenção, foi feita a alimentação artificial de areia em cerca de 6,7 quilómetros de costa, com a movimentação de aproximadamente 1,4 milhões de metros cúbicos de areia, alcançado «um alargamento médio do areal na ordem dos 37 metros».