A afluência às urnas atingiu 45,51% até às 16h00 de hoje, valor acima do registado nas eleições presidenciais de 2021, segundo dados oficiais.
A afluência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República atingiu 45,51% até às 16:00, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, valor superior ao registado nas últimas eleições presidenciais.
Nas eleições presidenciais de 24 de janeiro de 2021, realizadas em contexto de pandemia, a afluência à mesma hora situou-se nos 35,44%, o que representa agora um aumento de 10,07 pontos percentuais. Nesse ano, a taxa de abstenção atingiu 60,76%.
Em comparação com as eleições presidenciais de 2016, a afluência às urnas às 16h00 foi então de 37,69%, ficando também abaixo do valor registado este ano.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Caso um dos concorrentes obtenha mais de metade dos votos validamente expressos, será eleito já hoje chefe de Estado. Se tal não acontecer, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro, entre os dois candidatos mais votados.
Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Deste total, 218.481 eleitores recenseados no território nacional, incluindo o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que decorreu no passado domingo.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.
Foto: Bruno Filipe Pires