Ganna venceu hoje o contrarrelógio em Vilamoura e Ayuso reforçou a liderança da Volta ao Algarve com sete segundos de vantagem sobre Seixas.
Filippo Ganna venceu hoje o contrarrelógio da terceira etapa da 52.ª Volta ao Algarve, disputado em Vilamoura, e conquistou pela primeira vez uma vitória na prova portuguesa. Juan Ayuso foi segundo, reforçou a liderança da classificação geral e terminou o dia com sete segundos de vantagem sobre Paul Seixas.
O italiano da INEOS Grenadiers percorreu os 19,5 quilómetros planos em 21.53 minutos, à média de 53,465 km/hora, confirmando o estatuto de favorito. Era a quarta participação na corrida — em 2023, uma chegada caótica a Lagos, posteriormente anulada, afastou-o de um triunfo que parecia certo.
«Estou muito feliz. Tenho regressado ano após ano e, finalmente, consegui o triunfo aqui. Em 2023, fui segundo na geral e tive bons resultados, mas até que enfim chegou a vitória», afirmou Ganna, de 29 anos, antigo bicampeão mundial da especialidade (2020 e 2021) e vice-campeão olímpico.
Na reação oficial da organização, acrescentou: «Estamos no início da época, a condição física não é a melhor, mas tentei defender-me. Tentei seguir o plano da equipa e conseguimos esta vitória fantástica. Obrigado à equipa. É importante para manter a motivação para as próximas corridas.»
Ganna estabeleceu o melhor tempo no ponto intermédio e, na meta, superou Jakob Söderqvist, campeão mundial de sub-23, que ocupou durante pouco tempo a cadeira quente. O sueco da Lidl-Trek foi terceiro, a oito segundos. Paul Seixas (Decathlon CMA CGM Team) terminou em quarto, a 13 segundos. Stefan Küng (Tudor), vencedor de dois contrarrelógios na prova (2019 e 2023), foi sétimo, a 28 segundos.
Ayuso reforça liderança sem vestir a amarela
Juan Ayuso saiu para a estrada sem envergar a camisola amarela — decisão acordada com a organização e com a União Ciclista Internacional (UCI), pouco habitual na prova.
«Conversámos com a organização e com a UCI e entenderam que para nós era importante sair com os fatos de contrarrelógio, porque as equipas investem muito dinheiro e tempo para criar um fato rápido. Para que houvesse igualdade de condições entre todos, deram-nos permissão para sair com a roupa da nossa equipa», explicou o espanhol da Lidl-Trek.
Apesar disso, reforçou a liderança. «Contente, o primeiro contrarrelógio com a equipa dá-me muita confiança ter estado competitivo com o material da equipa. Mantivemos a camisola amarela, que era o objetivo, e faltam agora dois dias duros para lutar pela vitória», afirmou. Ayuso soma sete segundos de vantagem sobre Seixas.
João Almeida perde tempo na geral
João Almeida (UAE Team Emirates XRG) foi décimo na etapa e está a 44 segundos do líder — desvantagem difícil de recuperar antes da chegada ao Alto do Malhão, no domingo.
«Esperava perder algum tempo, mas não tanto. Parabéns a ele, penso que está em ótima forma», disse à Eurosport, admitindo que terá de atacar no último dia.
Antes de Almeida entrar em ação, António Morgado, bicampeão nacional de contrarrelógio e também da UAE Team Emirates XRG, esteve momentaneamente em sexto — acabaria em 13.º, a 56 segundos.
O contrarrelógio provocou alterações na geral: Kévin Vauquelin (INEOS Grenadiers) subiu a quarto, a 57 segundos, e Thymen Arensman (INEOS Grenadiers) a quinto, a 1.01 minutos. Florian Lipowitz (Red Bull-BORA-hansgrohe) entrou no top dez em oitavo, enquanto Oscar Onley (INEOS Grenadiers) desceu de quarto para sétimo.
Camisolas e próximos dias
Paul Seixas veste a camisola verde — Crédito Agrícola — e a camisola branca — IPDJ. Tomás Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) lidera a montanha com a camisola azul — Save Water.
No sábado disputa-se a quarta etapa da Volta ao Algarve, entre Albufeira e Lagos, com 175,1 quilómetros e final ao sprint. A decisão da classificação geral fica reservada para domingo, com a subida ao Alto do Malhão.
