É um cenário indigno que já por duas vezes surpreende os funcionários do Serviço de Finanças de Portimão. Nos dias 7 e 29 de janeiro, desconhecidos arremessaram fezes à porta principal, de forma a sujar toda a zona principal de entrada, dificultando assim a entrada dos contribuintes nas instalações.
Ouvido pelo «barlavento» António Frazão, presidente da direção distrital de Faro do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos e funcionário naquela repartição, frisou que não há registo de ataques de vandalismo anteriores, nem se percebe se é um comportamento gratuito ou intencional.

«Não fazemos ideia do que seja, ou de quem seja. Insatisfação com as Finanças toda a gente tem. Mas daí até chegar a atitudes destas extravasa aquilo que é normal. Obviamente que vivemos aqui diariamente, dentro de portas, algumas situações de algum protesto mais agressivo, o que não sendo aceitável, é normal que aconteça. O que este tipo vandalismo traz é um sentimento de insegurança aos funcionários da Autoridade Tributária de Portimão. As pessoas agora pensam que a partir desta situação podem partir para outro nível de manifestação de desagrado, como ofensas pessoais ou danos materiais».
Ainda segundo o dirigente sindical, «este ato em si não provocou quaisquer estragos, mas dificultou o acesso dos utentes ao serviço, causou perturbação no normal desenvolvimento do trabalho diário deste serviço e igual perturbação nos funcionários que temem que este tipo de atitudes não fique pelo mero atirar de fezes à porta». As autoridades já estão informadas, mas apesar do carro-patrulha da PSP rondar o repartição com alguma regularidade, não foi identificados nenhum suspeito.
«Isto deve ser pela calada da noite, porque quando chegamos de manhã, deparamo-nos com esta situação». Na primeira vez, a limpeza foi assegurado por uma funcionária do serviço, mas na última, «achou-se por bem pedir o auxílio dos bombeiros».
