«A Revolução que me ensinaram», de Joana Cotrim, abre a 2.ª edição do ciclo d’Outra maneira, no CAPa, em Faro.
Trata-se de um espetáculo de teatro que parte de uma investigação pessoal da atriz, desenvolvida ao longo dos últimos anos, e terá lugar no sábado, dia 25 de maio, às 21h30, no Centro de Artes Performativas do Algarve (CAPa), em Faro.
A peça abre a segunda edição do ciclo d’Outra maneira, que apresentará ao longo do ano, um conjunto de espetáculos que nos desafiam a sair do nosso lugar e a experimentar outros pontos de vista. Neste caso, Cotrim propõe uma outra forma de ver um acontecimento que rompeu com 48 anos de ditadura em Portugal.
«A Revolução que me ensinaram» é um exercício de pensamento sobre limites, cedência de privilégios de poucos em prol de momentos, forças e causas maiores, e de como podemos juntos aprender com o passado para criarmos um futuro melhor.
Desse processo de investigação resultou já um objeto artístico, desenvolvido no âmbito do programa de mestrado em encenação da Royal Institute of Theatre, Cinema and Sound, em Bruxelas, em 2016.
O contexto das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 dá ocasião a uma nova revisitação do material investigado e a um novo processo de criação e, assim, mais do que resgatar ou recriar um objeto, propõe-se o regresso a um tema cuja pertinência se agudiza no contexto da efeméride: quantas versões têm as histórias que fazem a História do 25 de Abril e da sua Revolução.
Tal como em 2023, esta nova edição do ciclo d’Outra maneira irá reunir, além dos espetáculos, um conjunto de textos de pensadores que propõem curtas reflexões sobre a inevitabilidade de agirmos d’Outra maneira, quando são cada vez mais notórias e avassaladoras as repercussões das mutações climáticas, num planeta que vive em emergência ecológica.
O ciclo d’Outra maneira tem por mote «abrir fissuras, criar descontinuidades, romper, pensar de forma alternativa, promover a criação de outros olhares, é muito o papel de quem cria, e deverá ser o treino a que não nos devemos furtar», diz, José Laginha, diretor artístico da DeVIR/CAPa.
Os bilhetes custam 6 euros (5 euros para estudantes e maiores de 65) e podem ser reservados por telefone (289 828784/ 96 847 8217).
Fotos: Bruno Simão
