Um banco já é dado como certo numa das lojas do antigo edifício na esquina das Ruas Santa Isabel e Serpa Pinto, em Portimão. Já a mudança da Escola de Hotelaria e Turismo (EHT) de Portimão para o antigo Mabor, junto à zona ribeirinha da cidade, continua num impasse.
Ao «barlavento» Erik De Vlieger, responsável pela empresa Carvoeiro Branco, que está a reabilitar o imóvel, ao abrigo do programa Jessica, num investimento que ascende aos cinco milhões, adiantou que os representantes do Turismo de Portugal deslocaram-se à obra e a intenção era avançar com a mudança.
A empresa tinha-se candidatado a um concurso público aberto por aquele órgão que gere a EHT de Portimão, para arrendar um espaço, tal como o «barlavento» avançou em março. «O Turismo de Portugal decidiu que sim, que a escola irá para aquele edifício, mas as Finanças bloquearam» a mudança, esclareceu Erik Vlieger.
Mais tarde, Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, visitou a obra, reuniu com os responsáveis da Carvoeiro Branco e o documento terá que ser alterado, com a redução da área a ocupar. «Vamos apresentar uma nova proposta para um espaço mais pequeno e espero ter uma resposta em 30 dias», revelou o empresário holandês.
Entretanto, Erik De Vlieger disse ainda que foi alugado um espaço ao banco BIC, estando a ser iniciada a comercialização de apartamentos.
Quem passa agora pelo velhinho edifício Mabor consegue começar a vislumbrar as diferenças, pelo menos na fachada virada para a Rua Serpa Pinto. O atraso nas obras tornaram-se no pior pesadelo de Erik De Vlieger, comentou em jeito de brincadeira.
«Estamos muito atrasados, por causa da arqueologia. Era para ter sido concluído em maio», mas não foi possível. No entanto, o proprietário do imóvel já reuniu «com a construtora Bemposta e com o Turismo de Portugal» para dilatar o prazo, sendo agora o objetivo terminar até final de novembro.
O empresário holandês, que permanece, contudo, confiante, sublinhou que esteve no Museu de Portimão, com o diretor científico José Gameiro, até porque foi para aquele espaço cultural que foram alguns dos «achados arqueológicos que datam do primeiro século». Erik De Vlieger sente-se, aliás, «orgulhoso por poder fazer parte da história de Portimão».
Os achados mais pequenos foram catalogados e entregues no Museu, enquanto houve outros que, após terem sido fotografados e catalogados, foram cobertos de novo. Há duas salmouras que vão ser preservadas no imóvel, à vista das pessoas, bem como uma parte da muralha, que passará a fazer parte de um dos espaços comerciais.
O programa Jessica, que, entre outras benesses, reduz a taxa de IVA nos fornecimentos para esta obra, de 23 para 6 por cento, é gerido pelo Turismo de Portugal.
Obra pronta até fim de novembro
A intervenção no edifício Mabor, em Portimão, após os atrasos causados devido aos achados arqueológicos, deverá estar concluída no final de novembro. A empreitada era para ter terminado em maio, mas o proprietário do imóvel viu-se obrigado, de novo, a pedir a dilatação do prazo ao Turismo de Portugal, entidade gestora do programa Jessica.
