Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a criação da data, reconhecendo a Dieta Mediterrânica como modelo alimentar saudável, sustentável e de valor cultural.
A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 16 de novembro como Dia Internacional da Dieta Mediterrânica, por decisão da Assembleia Geral.
A resolução resulta de uma proposta conjunta de 14 países mediterrânicos, entre os quais Portugal, Arménia, Croácia, Chipre, Espanha, França, Grécia, Itália, Líbano, Malta, Marrocos, Montenegro, San Marino e Tunísia.
O texto aprovado reconhece a Dieta Mediterrânica como um padrão alimentar equilibrado e saudável, baseado no consumo de frutas, vegetais, cereais integrais, leguminosas, frutos secos e azeite, sublinhando o seu contributo para a prevenção de doenças não transmissíveis, da obesidade e da malnutrição.
A Assembleia Geral destaca ainda o papel deste modelo alimentar na promoção da biodiversidade, da sustentabilidade ambiental e de sistemas alimentares resilientes.
Para além da dimensão nutricional, a resolução valoriza a Dieta Mediterrânica enquanto património cultural e social, já reconhecido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
São realçados princípios como a hospitalidade, o diálogo intercultural, a criatividade e o respeito pela diversidade, bem como o papel histórico das mulheres na preservação e transmissão dos conhecimentos e práticas associadas a este modo de vida.
A Assembleia Geral sublinha igualmente a importância da Dieta Mediterrânica para as comunidades locais, economias regionais, micro, pequenas e médias empresas, agricultura familiar e para a coesão social.
Neste contexto, Tavira, enquanto Comunidade Representativa de Portugal junto da UNESCO para a Dieta Mediterrânica, assume uma responsabilidade acrescida na preservação e divulgação deste património.
A celebração anual do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica é vista como uma oportunidade para reforçar a sensibilização pública, dinamizar iniciativas educativas, culturais e gastronómicas e consolidar Tavira como referência nacional e internacional na valorização deste legado.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura foi convidada a facilitar a observância da data, envolvendo Estados-membros, organizações internacionais, sociedade civil, setor privado e academia na promoção de atividades e na partilha de boas práticas.