A nova clínica Cláudia Gil inaugurou, no sábado passado, 7 de novembro, na rua Mouzinho de Albuquerque, perto do centro de Portimão. Com um design moderno, o espaço foi todo renovado e equipado a receber os pequenos e graúdos, sobretudo aqueles têm medo da cadeira do dentista.
A grande aposta é a sedação, que pretende descontrair os mais receosos. Por outro lado, a profissional e empresária Cláudia Dias Gil pretende que a sua clínica se destaque como futura referência na medicina dentária infantil do concelho. Conta com uma equipa de cinco profissionais, resume Cláudia Gil, que pretende direcionar mais o seu trabalho para a odontopediatria.
Após ter terminado a sua formação, Cláudia Gil abriu uma clínica. Começou na Marinha Grande, mas depois regressou à sua cidade natal e abriu um espaço. Mais tarde trabalhou em Sagres e Aljezur. Apercebeu-se que gostava de trabalhar com crianças e investiu em pós-graduações. Na sua opinião, a medicina dentária cresceu muito. Há uma tendência para que os profissionais continuem a aperfeiçoar as suas capacidades, mas escolham uma área concreta. «Foi o que fiz. Apliquei-me na ortodontia e na odontopediatria».
O desafio é a desenvolver a prevenção e a intervenção precoce. Um processo que começa na gravidez, pois «é uma altura em que a futura mãe está motivada a aprender, quer o melhor para o filho e está atenta a tudo». A primeira consulta dentária do bebé deve ser feita antes ou quando nasce o primeiro dente. Cláudia dá como exemplo Espanha, onde já são organizados workshops que ensinam a mãe a massajar a gengiva do bebé e a limpar-lhes a boca. Este processo facilita também a recetividade da criança ao dentista. Há um espaço, à entrada, com pequenos puffs, livros, canetas e lápis, para os mais pequenos. Na sala de tratamento, há uma televisão para que as pessoas possam distrair-se durante o tratamento. Mas a aposta da nova clínica Cláudia Gil é a sedação. «Temos adultos com muito medo» e, por isso, «vamos ter o protóxido de azoto, que é um gás inalado, que provoca descontração, sem levar à inconsciência». Ajuda a baixar a ansiedade e aumentar a tolerância à dor, ainda que seja necessária a tradicional anestesia. «Terminado o tratamento e retirado o protóxido de azoto, a pessoa inala oxigénio, levanta-se e está bem. É rapidamente reversível, ao passo que se tomar um ansiolítico demorará horas até passar o efeito», esclareceu. Sem perigo, sem dor e, sobretudo, sem medos.