O partido Chega acusou o PS de «falta de falta de respeito e discriminação» para com o Algarve e Alentejo no que toca à circulação de alta velocidade.
A direção distrital de Faro do partido Chega condena «o ato da deputada socialista Isabel Guerreiro. Não sendo uma novidade a falta de democracia e transparência por parte de vários elementos do Partido Socialista (PS), a verdade é que alguns comportamentos ainda nos conseguem continuar a surpreender».
«Desta feita, e em plena audição à ministra da Coesão Territorial, a deputada Isabel Guerreiro pediu para que fossem apagadas da gravação final da audição em causa e retiradas das atas, as perguntas do deputado da Iniciativa Liberal (IL), atitude que mostra bem o lado obscuro que desde sempre marca a governação socialista», apontam.
Em nota enviada às redações, o Chega critica a também presidente da Assembleia Municipal de Portimão.
«Numa semana rica em tesourinhos, na quarta-feira, o governo PS anunciou o projeto de alta velocidade para ligar Lisboa, Porto e Vigo. O mesmo visa a construção de duas linhas paralelas, permitindo a circulação nos dois sentidos e em simultâneo, num percurso cujo tempo de viagem entre o Porto e a capital pode ser de apenas 1h15», lê-se na nota
As regiões do Algarve e Alentejo fima «mais uma vez de fora. Uma ironia em tons sarcásticos, já que na apresentação se fala de um projeto de norte a sul, mas que na realidade não passa de mais uma ligação entre as únicas duas cidades que parecem importar aos nossos governantes».
O Chega «não quer deixar passar em claro este verdadeiro desagrado aos algarvios e alentejanos, naquilo que consideramos um ato discriminatório e revelador da falta de respeito, reiterada, para com todos os que habitam estas regiões».
Há cerca de um mês, na Rentreé do Chega em Vilamoura, o presidente da distrital relembrou que os milhões gastos na eletrificação da Linha do Algarve vão resultar «apenas numa redução de 25 minutos relativamente ao tempo atual, o que revela, mais uma vez, que o dinheiro dos contribuintes continua a ser jogado fora»