Ao celebrar o 1.º aniversário, o Centro Oftalmológico do Algarve destaca avanços significativos na área da saúde, com foco na diminuição da lista de espera.
O Centro Oftalmológico do Algarve, instalado no Hospital Terras do Infante, em Lagos, assinalou, no dia 12 de outubro, o seu primeiro aniversário, assumindo-se como uma nova unidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que passou a garantir e a disponibilizar novas respostas assistenciais em Oftalmologia não só no barlavento algarvio, como em toda a região, uma vez que se encontra integrada na Unidade Local de Saúde do Algarve (ULSALG).
Neste sentido, e aproveitando a efeméride deste primeiro ano de atividade, destacam-se alguns aspetos relativos à sua atividade assistencial, na área Oftalmológica, mas também relativamente às novas respostas em saúde que foram colocadas ao serviço da população com a abertura de novas especialidades clínicas também no novo Hospital Terras do Infante.
Em termos de recursos humanos, a equipa inicial contou com três médicos (dois oftalmologistas e um anestesiologista), ortoptistas, enfermeiros e assistentes operacionais, tendo sido recentemente reforçada com mais um médico, assumindo a organização do primeiro CRI – Centro de Responsabilidade Integrada da área com autonomia de organização e incentivo ao reforço da produção.
Foram realizadas mais de 2.700 consultas médicas só nesta especialidade, sendo que 70 por cento foram primeiras consultas, aumentando o acesso de quem mais precisa no SNS, o que já permitiu uma diminuição global da lista de espera para primeira consulta hospitalar (LEC), primeiro objetivo da criação desta nossa valência, que rondou os 9,5 por cento, assumindo especial destaque a redução do número de doentes a aguardar há mais de nove meses, o qual decresceu quase em 1/5 do total.
A par das referidas consultas médicas foram ainda realizadas mais de um milhar de consultas de enfermagem, metade das quais pré-operatórias, desde logo reveladoras da forte dinâmica cirúrgica do Centro Oftalmológico do Algarve neste 1.º ano de atividade.
Destaque para o importante suporte a esta linha de atividade, em geral, como o que foi dado pelos Técnicos de Ortóptica que excederam já os 10.000 atos, na sua esmagadora maioria, de pré-consulta.
Quanto à atividade cirúrgica em Oftalmologia, há que destacar o volume atingido, o qual ultrapassou o meio milhar de intervenções só este ano de 2024. Não obstante, este é igualmente motivo de orgulho, atento o forte impacto que o significativo número de doentes a quem foi dado acesso a uma primeira consulta (cerca de 2.000) teve na Lista de Inscritos para Cirurgia, mais realista com as necessidades. Ainda assim, o objetivo em termos de tempo de espera foi alcançado, já que diminuíram em mais de 30 por cento os doentes que aguardavam por cirurgia há mais de 12 meses.
Outras especialidades clínicas
Com a abertura e equipamento do novo Bloco Operatório em Lagos (encerrado desde 2002) com duas salas e recobro, foi possível iniciar atividade neste novo hospital do SNS nas áreas de cirurgia plástica, cirurgia e dermatologia, estando outras especialidades em apreciação considerando o fortíssimo incremento na procura no serviço de urgência local, que mais que duplicou.
O Hospital Terras do Infante é o ponto de projeção de novas respostas assistenciais da ULSALG para a Costa Vicentina. A partir do ginásio e camas de internamento dedicada à especialidade de Medicina Física e de Reabilitação, assim como nas áreas de imagiologia já apetrechadas além das especialidades de Obstetrícia, está a ser iniciado apoio em ambulatório integrado com as Unidades dos Cuidados de Saúde Primários para ampliar a sua capacidade de resposta à população dos municípios daquela região, aproveitando e maximizando as infraestruturas e recursos clínicos de proximidade.
O Conselho de Administração da ULS Algarve «renova as felicitações a todos os seus profissionais e às autarquias do Algarve que apoiaram esta aposta pela qualidade e segurança alcançada e no alargamento da prestação de cuidados a toda a população, confirmando esta unidade hospitalar como uma aposta ganha do SNS».