Uma proposta apresentada pelo vereador da CDU, Alexandre Nunes, intitulada «Ermida de Santo Amaro – Um lugar de Encontros» foi votada em reunião da Câmara Municipal de Lagos, dia 24 de janeiro.
Na referida proposta, constava que a Capela de Santo Amaro, também conhecida como Ermida de Santo Amaro, é um monumento situado na zona homónima da cidade, que segundo o investigador Mário Cardo, já existia em 1325.
Em 1448, a ermida consta numa relação de «Templos de Lagos». Apresentava uma planta longitudinal, com contrafortes no lado ocidental, enquanto que a fachada principal, virada a sul, era ladeada por cunhais. A zona da capela-mor tinha uma cobertura em cúpula e o altar-mor tinha um nicho.
Foi um dos poucos edifícios sobreviventes do Sismo de 1 de novembro de 1755 em Lagos.
Por efeito do terramoto, o mar galgou as Muralhas e levou consigo uma parte delas, subindo à altura de 11 metros e dado a grande destruição, os habitantes de Lagos, logo em seguida ao maremoto, acolheram-se em barracas à volta da Ermida de Santo Amaro.
A wrmida tornou-se provisoriamente a sede da Paróquia de São Sebastião, como foi descrito pelo prior, João Baptista Coelho de Castro, numa carta de 7 de fevereiro de 1756.
Em 1617 integra o mapa da cidade executado por Alexandre Massai.
Hoje este edifício religioso encontra-se «irreversivelmente em ruínas», mantendo-se no entanto, na memória de muitos lacobrigenses.
Considerando que esta zona irá ser alvo de uma intervenção urbanística, e para que não se perca a memória do que foi a Ermida de Santo Amaro, o vereador eleito pela CDU propôs colocar no local um marco intitulado «Um Lugar de Memória», assinalando o que representou na história da cidade.
Propôes também que este marco seja integrado no estudo urbanístico da zona de Santo Amaro.