O coordenador nacional autárquico do PSD, Carlos Carreiras, defendeu uma vitória «qualitativa», nas próximas eleições autárquicas, que se realizam em 2017, sendo o Algarve umas das regiões que ajudará a alcançar o objetivo de conquistar o maior número de autarquias no país.
À margem da iniciativa de formação política promovida pelas secções concelhias de Portimão e Lagos, no fim de semana passado, Carlos Carreiras afirmou que a ambição será o PSD «voltar a ser o maior partido nacional».
O coordenador esteve em Alvor, no concelho de Portimão, na sessão de encerramento da Academia de Poder Local organizada por aquelas estruturas políticas, no domingo passado. Em declarações ao «barlavento», o também presidente da Câmara Municipal de Cascais avançou que, «nas eleições, todos querem ganhar, mas ganhar é quantitativo, é ter mais um voto. O problema normalmente é a qualidade dessa vitória».
«A nível nacional, quem ganhou não governa e quem não ganhou acaba por governar, mas com uma base de apoio muito fraca», exemplificou o coordenador nacional do PSD. Ou seja, Carlos Carreiras reforçou que a vitória «qualitativa» passa por «formar nestes» próximos 15 meses, «antes das eleições autárquicas», mas também ter «a capacidade de estar aberto a outros» contributos, «que não têm necessariamente que ser de militantes». Aliás, o coordenador nacional autárquico refere que «esse trabalho que tem vindo a ser feito» pela distrital algarvia, em conjunto com as concelhias, e «necessário» e até «exigível» para «quem tem, como o PSD tem, as aspirações de voltar a ter a confiança das populações».
Isto porque, na opinião de Carlos Carreiras, a confiança é uma base fundamental, por isso é necessário o partido social-democrata mostrar que não quer apenas ganhar, mas sair vitorioso das próximas eleições «porque existem projetos a favor das aspirações das populações a quem o voto será pedido».
Ainda em declarações ao «barlavento», o também autarca, quando questionado sobre as coligações, adiantou que «o PSD vai aprovar brevemente as linhas gerais de recomendações às várias candidaturas nos 308 concelhos e nas mais de quatro mil freguesias». O fundamental será, na visão de Carlos Carreiras, «os mecanismos de cidadania participativa», envolvendo as populações na decisão política. Aliás, Carlos Carreiras sublinha que há vários caminhos para «essa democracia participativa», fator que consolidará e recuperará a confiança dos eleitores.
O partido não fecha a porta às coligações desde que o projeto seja comum, pois se não o for, será «artificial, acrescentou ainda. «Nós estamos abertos a receber candidaturas independentes de cidadãos que não são filiados no partido e temos um parceiro de coligação natural que é o CDS-PP. Caberá aos responsáveis locais, que são esses que melhor conhecem a realidade do seu concelho, do seu distrito, proporem-nos os projetos que forem comuns», justificou.
Portimão poderá ser encarado como um exemplo, visto já existir um acordo de coligação entre PSD e CDS-PP, tendo, inclusive, o presidente desta concelhia portimonense, João Caetano, estado presente na iniciativa política.
Já David Santos, presidente da distrital social-democrata afirmou que a iniciativa, do passado fim de semana dará «origem a mais ações da Academia do Poder Local, com novos conceitos» e avançou ainda que «está em fase final a preparação do programa, porque» a distrital entende que «para se poder ganhar o voto das populações» há «que fazer um trabalho prévio, não só de formação, mas também no encontrar soluções para os problemas que existem em cada concelho».
Hélder Renato, presidente da concelhia de Portimão do PSD, uma das organizadoras, no final da ação, faz um balanço positivo. «A iniciativa formativa resultou em pleno e confirmou os objetivos que tínhamos delineado aquando a sua estruturação. A excelência dos painéis e oradores fazia-nos prever que chegaríamos ao final muito satisfeitos, com a relevância de que cumprimos o principal ‘Ousar fazer diferente, formar e preparar pessoas para melhor corresponder aos novos desafios do futuro’».
Esta Academia foi, para o presidente da estrutura, o pontapé de saída de toda a estruturação das autárquicas 2017. «Queremos ter os melhores candidatos, os mais bem preparados, os que nos façam ter confiança que, uma vez após a sua eleição, terão todas as condições e conhecimentos para executar se for o caso ou, no outro, fiscalizar no âmbito da ação política».
«A seriedade com que abordamos esta atividade, os convidados que trouxemos, os participantes nas atividades deste dois dias são sinais representativos» disso, destacou ainda Hélder Renato.
«Entende o PSD de Portimão que sem este trabalho será impossível apresentar os mais capazes, os mais audazes, os mais conhecedores, para resolver problemas às populações que, como todos sabemos, infelizmente, em Portimão são muitos e de vária ordem, começando no principal que é o financeiro», sublinhou ainda.
Como balanço, o presidente da concelhia portimonense reforça que participaram «dezenas de formandos, militantes e independentes, autarcas em funções e outros que nunca o foram. Foi transmitido ao vivo toda a atividade da Academia na página do facebook, indo ao encontro de muitas solicitações de pessoas interessadas em participar, mas que por um motivo ou outro não conseguiram estar presentes e, essencialmente, foi uma organização irrepreensível de um conjunto de voluntários a quem não poderia deixar de aludir».