O Conselho Geral da Cáritas Portuguesa reuniu na Diocese do Algarve onde transmitiu a preocupação de se começar a confrontar com falta de capacidade humana e material para a ajudar migrantes.
A atual situação dos migrantes que chegam a Portugal está a preocupar a Cáritas, que se começa a confrontar com falta de capacidade humana e material para ajudar esta população, instando o Estado a cumprir a sua parte.
A preocupação foi transmitida hoje por aquela organização da sociedade civil através de um comunicado, emitido após o fim de uma reunião do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, que teve lugar entre os dias 15 e 17 de março, na Diocese do Algarve.
«A atual situação do apoio a migrantes em Portugal e a forma como está a ser feito o acompanhamento a quem chega ao nosso país levanta preocupações à rede Cáritas que foram debatidas neste Conselho Geral», afirma a organização.
Sublinhando o facto de ter no centro da sua missão «a pessoa e as suas necessidades», a Cáritas afirma que «tem vindo a desempenhar todo um trabalho, para o qual carece de recursos humanos, financeiros e/ou materiais».
Manifestando-se disponível para continuar a colaborar, alerta, contudo, que «está neste momento a atingir o limite da sua capacidade», relembrando «às entidades públicas do Estado, as suas especiais responsabilidades na resposta eficaz às necessidades dos migrantes».
«Tendo a Cáritas um papel supletivo, não poderá continuar a substituir-se às competências do Estado. É urgente que se conheça a estratégia e os recursos para garantir uma resposta a estas pessoas e famílias respeitando a sua liberdade de partir ou de ficar», avisa a organização.
O Conselho Geral da Cáritas considerou ainda que, apesar de a informação acerca do «bom estado da saúde da economia» descansar muita gente, esta realidade «não corresponde à situação de muitas pessoas», pelo que é necessário que o »desenvolvimento da sociedade seja abrangente a toda população».
«Caso contrário, edifica-se uma sociedade não justa e perigosa para todos», alerta.