O Bloco de Esquerda realiza no Club Farense, esta sexta-feira, 20 de janeiro, às 21h30, uma sessão pública dedicada à «História dos feminismos em Portugal». A iniciativa do núcleo de Faro desta estrutura política conta Manuela Tavares, membro da União de Mulheres Alternativa e Resposta, como oradora convidada que divulgará a visão dos movimentos feministas em Portugal deste o aparecimento.
«A consciência feminista vai crescendo entre as jovens. Elas julgam que não é feminismo, mas é. É a consciência dos seus direitos e das discriminações. Para que a não-discriminação ganhe força na sociedade portuguesa, é preciso uma maior visibilidade dos feminismos. E temos noção de que isso está a alargar-se», refere a palestrante. «Só com o 25 de Abril de 1974 a mulher portuguesa viu ser constitucionalmente reconhecida a igualdade entre homens e mulheres em todas as áreas, tendo desaparecido, no novo Código Civil, a figura do chefe de família», continua o Bloco de Esquerda.
Com a Revolução dos Cravos a mulher passou a ter acesso a qualquer carreira profissional e a poder votar, tendo sido retirado aos maridos o direito a violar a correspondência destas mulheres, impedir a saída do país e anular um contrato de trabalho por elas celebrado. Foi ainda alargada para 90 dias a licença de maternidade. «Mas isso é o que está na lei, muito caminho há a percorrer. Segundo dados do Eurostat divulgados em 2015, excluindo a Grécia por falta de elementos, com a recente crise do sistema financeiro capitalista, Portugal foi o país de toda a União Europeia em que a diferença salarial entre homens e mulheres mais se acentuou», concluiu o BE de Faro.