O líder do PS antecipou hoje uma longa noite eleitoral com «tudo muito empatado em todo o lado», considerando que depois das legislativas «havia pessoas que pensavam que o PS ia desaparecer» e que isso não aconteceu.
«Mantenho o apelo para quem está em casa, para quem ainda não votou. É um dever cívico, é um direito fundamental e é muito importante que participem. O poder eleitoral democrático é onde a democracia é mais vivenciada», disse José Luís Carneiro à chegada ao Largo do Rato, o quartel-general do PS para estas eleições autárquicas, poucos minutos antes das 18h00.
«Aceitaremos o escrutínio e a vontade dos cidadãos. Há três meses havia pessoas que pensavam que o PS ia desaparecer. Aquilo que nós sentimos é que há uma vontade de se reencontrarem com este grande partido», disse.
Sobre o resultado eleitoral, o líder do PS defendeu que se deve estar na «vida pública com humildade democrática» e que os candidatos socialistas «fizeram tudo» o que tinham para fazer.
«Este é um momento fundamental da vida do país», apelou.
Esta manhã, José Luís Carneiro tinha apelado à participação dos portugueses nas eleições autárquicas, um momento «decisivo para o futuro do país».
Segundo o líder do PS «as escolhas para as autarquias locais são das mais importantes», porque «se resolvem muitos dos problemas que inquietam a vida dos cidadãos», considerando que é «o grande momento da vida democrática» e «uma festa da democracia».
Questionado sobre se a campanha eleitoral das duas últimas semanas tinha contribuído para combater a abstenção, Carneiro referiu que «o PS voltou, independentemente dos resultados finais».
«Quem me acompanhou nesta campanha eleitoral sabe que houve muitas pessoas que se reencontraram com os partidos políticos, com a democracia e também com o Partido Socialista. Depois da hecatombe que tivemos há três meses, diria que com o sentido da humildade democrática, que tem que presidir à forma como estamos na vida política e na vida cívica, senti que houve um reencontro do partido que eu tenho a honra e o privilégio de representar com os portugueses”, defendeu.
Na perspectiva do secretário-geral do PS, a campanha «contribuiu para colocar no centro dos discursos políticos aquilo que importa às pessoas», como a habitação, a saúde, a educação, os transportes, a mobilidade, a qualidade da vida no espaço público ou segurança coletiva.
Insistindo várias vezes na importância dos portugueses participarem nestas eleições, o líder do PS agradeceu aos «milhares de candidatas e candidatos de todos os partidos» que integram as listas nestas autárquicas por todo o país e também a todos os que hoje estão nas mesas de voto, recordando que ele próprio presidiu a uma mesa numas eleições europeias quando tinha 18 anos.
Foto: Bruno Filipe Pires