A aquicultura tem estado a crescer no Algarve e, no final de 2022, a produção representou 10.792 toneladas, 57 por cento da produção da fileira a nível nacional.
A região conta com cerca de 200 quilómetros de costa e mais de 1.240 empresas integram a fileira da pesca, aquicultura, transformação e comercialização de pescado, com 2.559 pescadores matriculados nos diversos portos, correspondendo a 18 por cento dos matriculados a nível nacional, com 856 embarcações a motor.
Em 2023, as capturas nominais de pescado nos diversos portos da região algarvia atingiram as 18.485 toneladas e 69.884 mil euros, correspondendo respetivamente a 14 por cento e 21 por cento do total nacional.
As cinco espécies mais capturadas considerando o respetivo valor foram, por ordem decrescente: polvo, gambas, camarões, sardinha e cavala.
Os programas de apoio da União Europeia dirigidos à pesca e aquicultura têm sido uma das principais fontes de investimento no sector, denotando-se um desenvolvimento da Economia Azul no Algarve, com crescimento da produção aquícola e das exportações, dando às empresas maior estabilidade e competitividade.
Os fundos europeus permitiram também a requalificação das lotas e dos portos de pesca, das embarcações, em especial da pequena pesca, maior investimento em conhecimento, inovação e empreendedorismo, melhorias na eficiência energética.
O recentemente encerrado programa MAR 2020, que gere o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e da Pesca (FEAMP), contou no Algarve com 1.592 projetos aprovados, sendo as medidas do Eixo 2, associadas à aquicultura, as mais representadas na região, correspondendo a 22 por cento do total de candidaturas e a mais de 41 por cento do investimento em termos regionais.
Estes investimentos tiveram origem nas mais de mil micro e PME do sector, desde logo nas zonas lagunares (Ria Formosa e Alvor) em especial na produção de bivalves, às quais se juntam as unidades de produção aquícola offshore licenciadas entre Sagres e Vila Real de Santo António.
Na aquicultura, dados de 2022, a produção aquícola regional ascendeu a 10.792 toneladas (das 18.822 toneladas a nível nacional), e 104,1 milhões de euros em vendas (dos 159,8 milhões de euros a nível nacional).
A produção aquícola no Algarve representa assim 57 por cento da produção nacional e 65 por cento do total nacional em vendas de produtos da aquicultura.
Referência também para o contributo regional na produção de sal marinho.
«A resiliência do sector constitui uma âncora para a disponibilidade de produtos da pesca e da aquicultura na alimentação do consumidor final, também nas conservas de peixe e indústria transformadora da pesca, na excelência da restauração e gastronomia regional», aponta a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.
Assinalando o Dia Nacional do Pescador [31 de maio], o Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou as Estatísticas da Pesca 2023 que pode ser consultado aqui.
Recorde-se que esta efeméride foi instituída pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 103/98, de 14 de agosto, com o objetivo de assinalar a aprovação do primeiro regime legal de trabalho a bordo de embarcações de pesca e de reconhecer o papel desempenhado pelos pescadores portugueses na qualidade e segurança alimentar das populações.
De acordo com a CCDR do Algarve, «a pesca e os pescadores, mariscadores e viveiristas, são também história e identidade do Algarve, representando um dos setores tradicionais da nossa região».
Foto: Bruno Filipe Pires