A Neoen responde hoje às declarações da Associação de Moradores do Aloteamento Quinta da Larga Vista, sobre a Central Solar do Foral, em Silves.
Em comunicado enviado hoje ao barlavento, a Neoen, uma das principais produtoras independentes de energia exclusivamente renovável do mundo, esclarece que «o processo foi sujeito a consulta pública durante o mês de junho de 2018. A associação de moradores da Larga Vista participou, tendo a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve integrado medidas para incluir algumas das sugestões da população, medidas essas que serão respeitadas».
De acordo com o promotor do projeto, «mais recentemente, a 26 de julho de 2023, realizou-se na junta de freguesia de Algoz uma reunião entre a Neoen e os representantes da Associação de Moradores da Larga Vista. Já depois desta reunião, a associação de moradores foi convidada por duas vezes pelo Departamento de Urbanismo da Câmara Municipal de Silves (a 15 de setembro e e a 13 de outubro de 2023), para participar em sessões de esclarecimento do projeto com a Neoen, mas não compareceu a nenhuma das reuniões».
A Neoen afirma ainda que «em cumprimento com o enquadramento legislativo e regulamentar, o licenciamento da Central Solar do Foral foi precedido de procedimento de avaliação de incidências ambientais coordenado pela CCDR-Algarve. Deste procedimento resultou a emissão de Declaração de Incidências Ambientais Condicionada. O Regime Jurídico da Reserva Ecológica Nacional (Decreto-Lei n.º 124/2019, de 28 de agosto na sua atual redação) admite como compatível o uso da área para produção e distribuição de eletricidade a partir de fontes renováveis, tal como descrito na Declaração de Incidências Ambientais».
O projeto será implantado num terreno com uma área total de 96 hectares (ha) e uma área de intervenção de 76 ha, «onde serão integrados corredores verdes com cerca de 20 metros de largura, para conexão da biodiversidade e melhor enquadramento paisagístico», lê-se no comunicado.
No layout atual do projeto «está prevista a constituição de um corredor ecológico no sector sul do terreno, promovido por uma barreira arbórea e arbustiva composta por espécies autóctones, que garantirá a integração paisagística com uma barreira visual natural e uma distância mínima entre os primeiros painéis solares e as habitações superior a 60 metros, indo muito para além dos requisitos impostos na Declaração de Incidências Ambientais».
Por outro lado, «a dimensão reduzida dos perfis metálicos das estruturas de suporte dos painéis solares, que terão um distanciamento entre filas de 6,5 m, permitirão que o solo fique livre para vegetação que incluirá sementeiras com uma mistura biodiversa, mantendo os objetivos de infiltração de água no solo e permitindo a integração da produção de energia verde, renovável e endógena, com a possível prática de pastoreio e de apicultura, como já acontece noutros parques solares da Neoen».
Em jeito de conclusão, e ainda em resposta à notícia ontem publicada pelo barlavento, a empresa explica que «a rápida evolução tecnológica permitirá que o projeto da Central Solar do Foral seja constituído por cerca de 75 mil painéis solares (um número 25 por cento inferior ao previsto) que permitirão a produção de mais de 94 mil MWh de energia verde por ano (um valor 30 por cento superior ao previsto), que será equivalente ao consumo anual de 28 000 habitações, evitando-se a emissão de 46 mil toneladas de CO2 comparativamente à produção de energia com origem fóssil».
