A coligação Aliança Democrática (AD) divulgou hoje um manifesto intitulado «Por Portugal, pelo Algarve, por uma mudança natural» assinado por um conjunto de ex-dirigentes e autarcas do PSD do Algarve.
No documento, a AD expressa descontentamento com a governação anterior, destacando a falta de concretização de projetos fundamentais para a região, como o novo Hospital Central do Algarve, a requalificação da Estrada Nacional 125 , a modernização dos transportes coletivos e a demora em implementar soluções para o armazenamento e abastecimento de água.
«Tivemos uma governação aquém das nossas expetativas. O Partido Socialista desperdiçou a maioria absoluta que o povo português lhe confiou e as condições excecionais que a União Europeia lhe proporcionou. Todos os grandes desígnios do Algarve foram adiados durante anos. Nem o novo Hospital Central, nem a requalificação da EN 125, nem as soluções de armazenamento e abastecimento de água, nem os transportes modernizados. E muitas outras ambições do Algarve e dos algarvios foram enroladas sem solução nenhuma. Dos últimos nove anos nada de estrutural foi feito no Algarve. Apenas ficou papel», lê-se.
O manifesto enfatiza a importância de «uma mudança segura, serena e responsável, rejeitando a dispersão de votos que poderia comprometer uma governação sólida e duradoura».
«É por demais evidente que temos de mudar. Uma mudança de modo seguro, com serenidade e com responsabilidade. Não se podem dispersar votos e, assim, inviabilizar uma governação sólida, consistente e duradoira», defende a AD.
Além disso, a coligação destaca «a diversidade» da região, através do turismo e da importação de mão de obra e apela à «inclusão», mas de «forma sensata e controlada».
«O Algarve recebe todos os dias milhares de turistas de todo o Mundo e acolhe também muitos milhares de trabalhadores migrantes que são a mão de obra essencial para a agricultura, para o turismo e para a construção civil. Gente de diferentes línguas e religiões que se cruza nas nossas vidas de todos os dias. Com todos eles temos que saber viver e trabalhar. Com pessoas de países diversos, mas com uma vontade comum de nos relacionarmos. Temos de ter a moderação e o equilíbrio de, em serenidade e em segurança, com todos partilhar a nossa vida. A aproximação e a inclusão devem ser a regra, de forma sensata e controlada», aponta o manifesto.
A poucos dias do ato eleitoral, O PSD e o CDS-PP do Algarve apelam ao «voto útil» na coligação e justificam que «dispersar votos apenas serve para enfraquecer uma nova liderança e um novo rumo».
«Não podemos embarcar na demagogia de quem tudo promete a todos com gritaria, de quem sabe tudo e tudo resolve no dia seguinte. Somos contra a corrupção, mas não podemos olhar a todos como prováveis corruptos. Compreendemos todos os protestos pelo mau funcionamento do Estado, mas não acreditamos em salvadores mágicos com ataques a tudo. Será com pragmatismo e com determinação que as coisas se resolvem. No Algarve, como em todo o país, o bom senso, o equilíbrio, a moderação e as reformas essenciais do Estado têm de ser o novo rumo. . Quem não se revê, nem deseja que as coisas continuem como estão, só pode tomar uma decisão com utilidade votando na Aliança Democrática».
Por fim, os signatários do manifesto remetem à experiência dos seus percursos políticos. «Pelas responsabilidades que tivemos, e por aquilo que a experiência de vida nos dá, temos o dever de, neste momento delicado, apontar um rumo e apelar a que os nossos conterrâneos ajudem com o seu voto para a Mudança de que o Algarve e Portugal precisam».
O manifesto é assinado por:
- Mendes Bota (Mandatário da AD no Algarve e ex-presidente da Câmara Municipal de Loulé);
- Macário Correia (presidente da Comissão de Honra da AD no Algarve e ex-presidente das Câmaras Municipais de Faro e de Tavira);
- Desidério Silva (ex-presidente da Câmara Municipal de Albufeira);
- Gilberto Viegas (ex-presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo);
- Francisco Amaral (presidente da Câmara Municipal de Castro Marim);
- Isabel Soares (ex-presidente da Câmara Municipal de Silves); João Carlos Rolo (presidente da Câmara Municipal de Albufeira);
- João Negrão Belo (ex-presidente da Câmara Municipal de Faro); Joaquim Piscarreta (ex-presidente da Câmara Municipal de Lagoa);
- José Inácio (ex-presidente da Câmara Municipal de Lagoa);
- José Manuel Nobre Furtado (ex-presidente da Câmara Municipal de Monchique); José Valentim (ex-presidente da Câmara Municipal de Lagos);
- Luís Gomes (ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António);
- Rogério Bacalhau (presidente da Câmara Municipal de Faro);
- Rogério Pinto (ex-presidente da Câmara Municipal de Silves);
- Rui André (ex-presidente da Câmara Municipal de Monchique);
- Seruca Emídio (ex-presidente da Câmara Municipal de Loulé).
