Carlos Fiolhais debate Inteligência Artificial na conferência «Filosofia na Cidade», a 6 de março, no Museu de Portimão.
A conferência «Filosofia na Cidade» regressa a Portimão no dia 6 de março, às 18h00, com Carlos Fiolhais como convidado. O encontro realiza-se no Auditório do Museu de Portimão e centra-se na inteligência artificial e no conceito de inteligência.
«A inteligência artificial e a nossa. O que é a inteligência?» é o tema escolhido pelo cientista para a edição deste ano da iniciativa, promovida pelo grupo de Filosofia da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes.
Com entrada livre, a sessão propõe um debate sobre uma das áreas mais discutidas da atualidade. Carlos Fiolhais, professor universitário e divulgador de ciência, soma dezenas de distinções e uma vasta produção científica e editorial.
Ao longo de mais de duas décadas, a conferência «Filosofia na Cidade» tem levado a Portimão várias figuras da cultura nacional. Entre os convidados estiveram Viriato Soromenho-Marques, António-Pedro de Vasconcelos, Frederico Lourenço, Pedro Cabrita Reis, Inês Thomas Almeida, Nuno Maulide e Martim Sousa Tavares.
A iniciativa dirige-se a estudantes e adultos interessados no debate de ideias, no espírito crítico e na cidadania ativa. O objetivo passa por aproximar a filosofia de outras áreas do saber e das artes.
Carlos Manuel Batista Fiolhais nasceu em Lisboa a 12 de junho de 1956. Licenciou-se em Física na Universidade de Coimbra, em 1978, e doutorou-se em Física Teórica pela Universidade Goethe, em Frankfurt am Main, em 1982.
Entre 2000 e 2021 foi professor catedrático de Física na Universidade de Coimbra. Publicou 140 artigos científicos em revistas internacionais, mais de 450 textos pedagógicos e de divulgação e mais de 70 livros, entre os quais «Física Divertida» e «Nova Física Divertida».
Recebeu vários prémios e distinções, como o Globo de Ouro em Ciência da SIC, a Ordem do Infante D. Henrique, o Prémio Inovação do Fórum III Milénio e o Prémio Rómulo de Carvalho da Universidade de Évora, em 2006.
Foi diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e fundador e diretor do Centro de Física Computacional da mesma instituição. Colaborou na instalação do maior computador português para cálculo científico e criou o «Rómulo» – Centro de Ciência Viva da Universidade de Coimbra.
Em 2012 lançou, com David Marçal, o livro «Pipocas com Telemóvel e outras histórias de falsa ciência», onde desmonta mitos e equívocos sobre o processo científico.
«A falsa ciência assenta em equívocos acerca da natureza da ciência e do processo científico. Esclarecer esses equívocos é uma das maneiras de mostrar o que é a ciência», afirmou a propósito da obra.
A Câmara Municipal de Coimbra criou uma biblioteca com o seu nome. Está também em funcionamento o Centro de Inovação Carlos Fiolhais, um laboratório de inovação social com tecnologia na Maia, dirigido a alunos, professores, escolas e à comunidade.
Foto: Carlos Fiolhais.