Do fundo dos mares dos Açores para o Algarve, o restaurante austa homenageia o Atum Patudo num jantar inédito preparado pelo chef David Barata.
O Atum Patudo dos Açores vai ser a personagem principal do restaurante austa, em Almancil, no dia 28 de junho, num jantar «All Parts Considered» [todas as partes incluídas].
O evento é parte integrante do calendário sazonal do restaurante, guiado pelo mote: «Cozinha Honesta, Ingredientes Sazonais, Produtores Locais», que dedica uma atenção particular aos ingredientes sazonais e locais, enquanto se mantém fiel aos princípios da cozinha circular.
«Normalmente menos utilizado, mas totalmente merecedor das atenções, o Atum Patudo define-se por um crescimento mais rápido, maturidade mais precoce e uma maior capacidade reprodutiva – qualidades que o posicionam como uma escolha ponderada e consciente na cada vez mais frágil cadeia alimentar. Marcado pela sua impressionante risca azul metálica e barriga pálida, passa pelas águas do arquipélago dos Açores entre abril e outubro», de acordo com o restaurante.
No final de junho, o Patudo atinge o seu pico sazonal e é nessa altura que o austa prestará homenagem ao peixe, honrando-o na sua totalidade e utilizando todas as partes, desde os lombos ricos e a barriga amanteigada, até às bochechas, colarinho, medula e espinha.
Cada parte será abordada com precisão, cuidado e criatividade pelo chef David Barata e a sua equipa, preparando-o com recurso a técnicas tradicionais e inesperadas: cru, curado, fumado, grelhado e maturado a seco.
Este jantar de edição única funcionará como uma ode ao carácter, à profundidade do sabor e a todo o potencial de um animal frequentemente negligenciado, mas resistente, enquanto destaca a filosofia do austa em honrar o ingrediente na sua íntegra.
«Com este jantar, continuamos a nossa exploração da alimentação circular na nossa cozinha – honrando o belo Atum Patudo na sua totalidade. Este peixe notável, muitas vezes ignorado, oferece tanto profundidade culinária como compromisso ecológico. Ao utilizar todas as partes, do colarinho à espinha, não só reduzimos o nosso desperdício como elevamos elementos subutilizados para o nosso menu, refletindo o nosso compromisso de praticar uma cozinha mais consciente, sempre ligada ao produtor e ao produto», afirma David Barata.
O jantar dedicado ao Atum Patudo dos Açores terá lugar no austa, no dia 28 de junho, às 19h00 horas. Os bilhetes têm o valor de 110 euros e incluem um menu de vários pratos, sendo que as reservas podem ser efetuadas através de e-mail ([email protected]).
Sobre o austa:
Procurando contribuir para um movimento de mudança no Algarve, que se concentra em experiências mais cuidadas e autênticas, o austa inspira-se na vasta e crescente cultura culinária e na comunidade criativa de Portugal, concentrando-se em contar histórias através de comida honesta, vinho e design, com um compromisso de baixa intervenção e escolhas sustentáveis.
Fundado em 2023 por David e Emma Campus, o austa fica em Almancil, num espaço minimalista concebido pelo Studio Gameiro, que se declina em café, restaurante e mercearia.
O austa está aberto de terça a sábado. O pequeno-almoço e almoço partilham o «all day menu», entre as 09h30 e as 14h00. O aperitivo, bebidas e snacks são servidos entre as 14h15 e as 16h15, com carta própria.
O restaurante reabre para jantar às 19h00, com o seu serviço principal, cujo menu muda e evolui com a estação e está focado na proveniência e propósito de simplicidade.
O nome austa é um jogo de palavras derivado da palavra latina auster, que significa vento sul. Foi escolhido pela sua conotação com novas ideias e pela inspiração para explorar que espera evocar naqueles que o elegem.
Sobre o chef David Barata
David Barata, o chef de cozinha fundador do austa, cresceu em Sintra, com origens nas aldeias da Beira, Guarda e Covilhã.
A sua ligação à alimentação esteve presente desde tenra idade, visto o sustento familiar depender de atividades agrícolas.
Com uma carreira consolidada em restaurantes de renome como Eleven, Feitoria, Ceia e Bon Bon, além de uma experiência no Maemo, na Noruega, o David desenvolveu um profundo respeito por ingredientes locais e métodos sustentáveis.
Atualmente, reside no sopé da Serra de Monchique onde se dedica à criação de animais, ao cultivo de alimentos e à pesca, aplicando sua filosofia «da quinta à mesa» tanto na austa quanto no seu projeto «Da Floresta».
